Preços na Ceasa de Maringá já refletam perdas
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sexta-feira, 14 de julho de 2000
Lucinéia Parra De Maringá 
A madrugada de ontem em Maringá foi ainda mais fria, com os termômetros registrando 3,7 graus negativos de acordo com a Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Por causa do forte frio, os preços das hortaliças e legumes dispararam na Ceasa. A perda das hortaliças foi de 80% nas lavouras da região.
As plantações de alface foram as mais atingidas, mas outras verduras e legumes como o pepino, chuchu, vagem e tomate também foram danificadas. De acordo com o presidente da Associação dos Representantes dos Produtores e Proprietários de Boxes do Ceasa de Maringá, Edvaldo Menegassi, os preços dos legumes subiram em média 50%. Mas o preço pode subir ainda mais, já que está prevista uma nova geada forte na madrugada de sábado, diz. Segundo ele, muitos produtores ainda não contabilizaram os prejuízos e alguns produtos ainda sofreram um reajuste maior porque foram colhidos antes da geada de anteontem.
No Oeste do
Perda nas lavouras de trigo chegou a 100% em algumas regiões do Estado.
Em toda região, outra grande perda foi nas lavouras de trigo. Só em Marialva (17 km a leste de Maringá), 70% das lavouras de trigo em 14 mil hectares foram atingidos pela geada de anteontem. A maioria das lavouras de trigo estava na fase de emborrachamento passando para a fase de enchimento do grão. Nestes casos a perda foi de 100%, disse o chefe do escritório da Emater de Marialva, José Odair Mazia. Segundo ele, apenas as áreas onde o trigo tinha sido plantado recentemente (que corresponde a 30% da área plantada), não foram atingidas pela geada.
Com relação às parreiras, Mazia garantiu que a perda maior será no preço do produto na época da safra. Ele explicou que estrategicamente, os 750 produtores de uva do município fazem um escalonamento no manejo dos parrerais para garantir a safra durante vários meses. Por causa da geada de anteontem, todos os produtores terão que fazer nova poda.


