Preconceito não permite integração de deficiente
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quinta-feira, 12 de novembro de 1998
Áureo Nogueira 
O excepcional apresenta uma deficiência, mas não é doente mental. Portanto, a integração entre as crianças portadoras de alguma deficiência e as não-portadoras é recomendável. Entretanto, é necessário tomar as devidas providências para não inserir no grupo o psicótico. A deficiência não é doença, mas a psicose, sim. E precisa ser tratada.
A opinião é da psicóloga paulista Izilda Carvalho de Pina, especialista em ensino para excepcionais e autora de vários livros. Ela está em Londrina, onde proferiu palestras sobre Estudos da Personalidade, com base nas pesquisas de Ian Stevenson, diretor do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia (Estados Unidos), e Dificuldade de Aprendizado x Excepcionalidade.
Até amanhã, a especialista está ministrando curso sobre As Personalidades. O curso se encerra amanhã, mas será oferecido no sábado, das 15 às 20 horas, no Hotel do Lago.
As palestras e o curso são dirigidos a estudantes e profissionais de psicologia e psiquiatria, mas todos os interessados podem participar. A inscrição pode ser feita pelo telefone (043) 329-7057, na Editora Universalista, que publica alguns livros da autora, ou no local do curso. O objetivo das palestras e do curso é oferecer técnicas de auto-ajuda e a arte da convivência, detalha Izilda de Pina, acrescentando que há também atendimento individual, para preservar situações em que a pessoa não deseja expor em grupo o seu caso.
A psicóloga acrescenta que se houver necessidade vai usar também a Terapia de Vidas Passadas (TVP). Ela faz questão de ressalvar, entretanto, que a regressão é espontânea e não induzida. Não usamos a hipnose, pois a TVP induzida apresenta riscos de provocar danos emocionais ao paciente, explica.
Sobre a integração social dos excepcionais, Izilda de Pina diz que é fundamental eliminar o preconceito contra as pessoas portadoras de alguma deficiência. Esses padrões culturais precisam ser reformulados, pois a adequada integração somente é possível com a efetiva ação das crianças consideradas normais, professores e também as famílias, destaca a especialista. Uma criança excepcional tem um processo de aprendizagem diferente. E é diferente também nas atividades físicas, esportivas ou de lazer. É necessário que todos saibam disso e compreendam a situação, sem preconceito nem discriminação.


