De acordo com o professor do curso de Agronomia da UEL, Ricardo Faria, em 2010 o mercado mundial de floricultura movimentou US$ 20 bilhões. ''Somente o Brasil movimentou US$ 3,8 bilhões no mercado interno e US$ 28 milhões em exportação'', afirma o docente.
De acordo com Faria, pesquisas revelaram que enquanto nos países desenvolvidos cada pessoa gasta em média R$ 70 por ano com flores, no Brasil esse gasto anual gira em torno de apenas R$ 8. ''Como o Brasil está em pleno desenvolvimento, a tendência é esse mercado passar por um grande crescimento nos próximo anos'', contextualiza.
Segundo ele, as orquídeas têm um grande potencial de comercialização dentro deste nicho de mercado. ''Em uma área de 120 metros quadrados, é possível cultivar cerca de quatro mil vasos de orquídea. Levando em conta que o preço médio de cada vaso gira em torno de R$ 30, é possível movimentar um capital de R$ 120 mil'', avalia.
Faria diz que o preço de cada orquídea varia conforme a idade, raridade e estado da planta. ''O preço de espécie rara pode chegar a R$ 250. As plantas mais velhas costumam ser mais caras. Os vasos floridos também custam mais que os que ainda estão por florir'', diz Faria.
Em relação ao cultivo, o professor ressalta que o ideal é que se reproduzam características dos ambientes onde as espécies brotam naturalmente. ''As orquídeas gostam de lugares sombreados, com meia luz. Essas espécies não sobrevivem com acúmulo de água, que podem causar seu apodrecimento. Por isso deve-se aguá-las, mas sem deixar água no fundo do vaso. Também é recomendado adubá-las uma vez por mês'', ensina. (M.R.)

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