Preço e variedade atraem alunos
Alunas do 1º ano do 2º grau no período da manhã, Camila Formicoli, 14 anos, e Cintia Tondati, 15, dizem que os lanches de Chagas são melhores e mais baratos que os da cantina. Ele vende lanches de R$ 0,50 a R$ 0,80 enquanto a escola só tem salgados de R$ 0,70. Alguns escolres dizem que são ameaçados e perseguidos dentro da escola para não comprarem de Chagas. Eu já fui suspensa por causa disso, afirma Priscila Suelen Pereira, 17 anos.
O diretor do colégio, Aparecido Marconimi, 47 anos, diz que é proibida a presença de vendedores na escola por questão de segurança. Se esse cidadão pode vender no muro, então qualquer pessoa também poderia vir vender o que quisesse, o que certamente criaria uma situação insustentável, observa.
Marconimi admite que a cantina é uma fonte de renda necessária para o colégio, mas garante que os alunos nunca foram proibidos ou punidos por comprar lanches de fora. Se ocorreram suspensões foram por motivos disciplinares. Segundo Marconimi, a direção da escola está esperando que a prefeitura cumpra a lei e retire o vendedor do muro. Se o município não fizer nada, vamos ingressar na Justiça contra esse cidadão, avisa o diretor.
Segundo o Secretário de Serviços Públicos, Wilson Simões, pelo Cógido de Posturas do Município nenhum comerciante tem autorização para vender seus produtos fora do estabelecimento. Os vendedores ambulantes também não podem ocupar as calçadas, destinadas ao trânsito de pedestres. Segundo Simões, os infratores estão sendo notificados para suspenderem a prática.
De acodo com o secretário, Chagas já foi notificado quatro vezes. A última notificação foi entregue esta semana. Se ele insistir, vamos apreender a mercadoria e os apetrechos que usa para subir no muro, alerta Simões. Só saio daqui preso e algemado, desafia Chagas. (V.M.)





