O exame também modificou totalmente a rotina dos tribunais, que usam cada vez mais a tecnologia para garantir direitos. Apesar de muito mais acessível financeiramente hoje do que há alguns anos, o exame está longe da popularização principalmente entre a população carente. No escritório de aplicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que presta assistência jurídica gratuita, a procura por auxílio é grande.
Nos últimos três meses, 32 processos de investigação de paternidade foram enviados ao Fórum pelo escritório. ''Infelizmente a maioria dos clientes não têm condições de pagar e pedimos pela gratuidade mas isso implica na demora'', afirma o funcionário Henrique Rezende Motta. Segundo ele, entre 30 e 35 processos estão parados no Fórum aguardando que o exame seja feito. A Secretaria da Mulher disponibiliza exames gratuitos mas o número, 10 por ano, segundo informações da Vara de Família, é insuficiente para suprir a demanda.
O juiz da 2 Vara de Família, Carlos Maurício Ferreira, aponta que o custo hoje é mais acessível: ''Há dez anos custava US$ 5 mil, hoje gira entre R$350 e R$ 500 e os laboratórios chegam a parcelar'', afirma.
A recusa de uma das partes em conceder material para realização do exame é outro problema. Tanto que o Superior Tribunal Federal (STF) publicou uma súmula na semana passada orientando que o réu que se recusa a fazer o exame passa a ter a paternidade presumida. (A.S.)

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