Preço do asfalto tem variação em cidades
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sexta-feira, 11 de dezembro de 1998
James Alberti 
A construção de asfalto na Região Metropolitana de Curitiba é marcada pela disparidade de preços entre as obras dos diversos municípios. Na capital, um quilômetro de asfalto CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) custa, em média, R$ 800 mil. Em outras cidades, como Colombo por exemplo, asfalto semelhante custa entre R$ 250 mil e R$ 280 mil.
O mesmo ocorre com relação ao valor pago pelos moradores nos chamados asfaltos comunitários. A proporção, porém, se inverte. Apesar do asfalto custar mais em Curitiba, os moradores da capital pagam menos. Em Curitiba, cada morador gasta entre R$ 45,00 e R$ 90,00 por metro da fachada do terreno. Em Colombo, este valor chega a R$ 110,00.
Arquivo FolhaDisparidadeEm Colombo, por exemplo, asfalto semelhante ao de Curitiba custa entre R$ 250 mil e R$ 280 mil. O município não utiliza o anti-pó, por considerar caro pelo pequeno benefício de trazPara o supervisor de Implantação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Edson Seidel, a diferença é gerada pelas particularidades de cada obra e pelo grau de acabamento dado por cada Prefeitura. Nosso asfalto é completo, com meio-fio, paisagismo, drenagem, passeio e sinalização, disse.
As assessorias de imprensa dos municípios da Região Metropolitana consultadas pela Folha afirmam não usar o anti-pó em virtude do custo ser alto em relação ao benefício. É mais vantagem usar asfalto, disse o secretário de Urbanismo e Habitação da Prefeitura de Colombo, Ermínio Schluga, responsável pela elaboração e fiscalização dos projetos de asfaltamento.
Em Curitiba, a maioria das ruas da periferia recebe o anti-pó, que tem custo médio por quilômetro de 80 mil, mas tem vida útil menor do que o asfalto CBUQ. No valor, estão incluídos bueiros e tubulações para escoamento da água da chuva. O Plano 1000, desenvolvido desde janeiro de 1997, permitiu que 168 mil moradores fossem beneficiados com 420 quilômetros de anti-pó, segundo a assessoria da Prefeitura de Curitiba.
Limitados pela falta de recursos, a maioria dos municípios faz o asfalto da malha viária apenas com dinheiro do Paraná Urbano, um programa administrado pelo governo do Estado, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O BID custeia 80% do valor das obras. As prefeituras, os outros 20%. Em Curitiba, cerca de 100 quilômetros de asfalto foram feitos com recursos de outro programa, o Transporte Urbano, também financiado pelo BID.
Para o prefeito de Campo Largo, Newton Puppi (PFL), que administrará um orçamento de R$ 32 milhões para 1999, os pequenos municípios dependem de convênios para garantir o asfaltamento das ruas. Tanto é assim que a maior parte do R$ 1 milhão que ele diz ter investido em conservação da malha viária e abertura de algumas novas, vieram dos cofres da Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná.


