Ao contrário do que assegurou a Associação dos Mototaxistas de Londrina, a colocação do mototaxímetro não é consenso entre as centrais que exploram o serviço. O ponto de discórdia é o preço unitário do aparelho, cerca de R$ 300,00. Eles alegam, dentre outras coisas, que não têm capital para comprarem todos os equipamentos de uma só vez.
Proprietário há oito anos de uma central com 14 motos próxima ao Terminal Urbano, Francisco Assis da Silva, diz que continua fazendo corridas para conseguir ter algum lucro. Para embasar sua afirmação, ele demonstrou que, no mês de julho, a soma das diárias de R$ 5,00 pagas pelos mototáxistas foi de R$ 1.615,00. Já as despesas chegaram a R$ 1.604,00. Uma ''sobra'' de apenas R$ 11,00. ''Deveriam dar alguma facilidade para a gente comprar'', disse. Clésio Henrique Bernardo, trabalha para Assis mas se consegue algum lucro no final do mês é porque possui clientes fixos. ''Todo dia inventam alguma coisa para tirar o dinheiro da gente'', reclamou.
O mototaxista Maurício Aparecido Fábio, alertou que ''tem mototaxista que não está conseguindo nem pagar a prestação (do consórcio) da moto'' porque o movimento diário de clientes está muito fraco.
Na central onde trabalha Fábio, a responsável Rosana Lima da Silva avalia que o equipamento traz vantagens tanto para o passageiro quanto para as centrais porque estabelece um valor único para a tarifa. Mesmo assim, ela engrossou o coro dos descontentes já que as centrais teriam dificuldades em facilitar a compra do equipamento, pois os mototaxistas mudam de central frequentemente.

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