Preço baixo pode causar desconfiança
Muitas vezes, quando o atendente oferece um produto com preço menor, o cliente desconfia. Eles imaginam que remédio mais barato é medicamento com menos qualidade. E não é assim.
A afirmação é do farmacêutico-bioquímico André Fernando Lopes Basdão, responsável por uma farmácia da Rua Souza Naves (área central de Londrina).
Segundo ele, o exemplo da Novalgina (nome comercial do dipirona, um analgésico e antitérmico) é clássico.
O usuário Jerônimo Alcântara: opção pela marcaO frasco do produto com 20 ml custa R$ 5,65, contra R$ 1,78 do similar brasileiro com 10 ml. Apesar da diferença de preço, muitos consumidores preferem optar pela marca famosa.
Outro dificuldade, ele diz, é que pela lei atual a farmácia só pode vender e oferecer para o cliente o produto que está especificado na receita do médico. A partir da nova lei, o médico é que deverá receitar o nome genérico e não mais o nome comercial.
Quando procuro um produto vou pela marca, pela qualidade e pelo preço, afirma o motorista Jerônimo Alcântara, que ontem estava no balcão da farmácia comprando remédio.
Por indicaçãoAntonio Gorini: opção pelo preçoSem nunca antes ter ouvido falar da lei dos genéricos, ele não tem dúvidas em afirmar que, se tivesse que escolher entre o preço e a marca, ficaria com a segunda opção. Não trocaria de remédio se não conhecesse o outro, afirma.
Mas nem todo mundo pensa assim. A professora aposentada Tereza Miranda disse que não só conhece a lei como espera que ela possa acabar com o comércio em torno da saúde pública. Existe exagero. Às vezes o mesmo medicamento tem preços diferentes. Será que é só porque é importado?, questiona.
Antonio Gorini, comerciante, concorda: Geralmente eu compro pelo preço. Mas se o farmacêutico dá dica, explica que tem a mesma composição, vou pelo preço. O medicamento está muito caro. (L.H.)





