Único programa municipal responsável pelo atendimento específico a crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual, o Sentinela tem acesso a poucos casos de prostituição em Londrina. Dentre os 61 casos atendidos atualmente (dados cumulativos desde a criação do programa, em fevereiro de 2002), apenas 14 se referem à exploração comercial do sexo infanto-juvenil.
Para a coordenadora interina do programa, Sílvia Cavalcante Vicentini, o número não reflete a realidade do município, já que o forte do programa não é tratar dos casos de exploração. ''A princípio, o programa foi criado para tratar de abusos. Para dar conta dos casos de prostituição, precisaríamos de uma equipe maior para fazer abordagens de rua e trabalhar no período noturno'', justificou. ''Temos atendido duas, três meninas por mês, mas sabemos que o número de casos é maior'', revelou.
Em maio do ano passado, durante a 2 Semana Municipal de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-juvenil, uma das metas definidas foi o mapeamento da prostituição em Londrina. A ação parece não ter saído do papel. A reportagem da Folha procurou a secretaria de Assistência Social para obter informações, mas não teve retorno até o fechamento da edição.

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