No Vivi Xavier, malha asfáltica apresenta fissuras
No Vivi Xavier, malha asfáltica apresenta fissuras | Foto: Fotos: Marcos Zanutto



Se falta conforto dentro de alguns ônibus, nos terminais de integração de transporte coletivo de Londrina a situação também não é muito agradável para o usuário. Londrina possui pelo menos cinco terminais com problemas, localizados nas zonas norte e sul (inaugurados em 1993), rural (em 1999), e oeste (em operação desde abril de 2014). A reportagem visitou todos os espaços e registrou as dificuldades enfrentadas pela população, que sofre com a falta de manutenção e os danos causados pelos vândalos.
Na zona norte estão localizados três dos terminais de integração. Na unidade localizada na Avenida Saul Elkind, no Conjunto Vivi Xavier, faltam assentos e a malha asfáltica apresenta fissuras que fazem com os que os passageiros sintam os solavancos dentro dos coletivos em movimento. Mas é nos banheiros que estão maiores problemas: portas enferrujadas, baias (divisórias) sem portas, pisos e azulejos destruídos, tubulação com vazamentos, cabos elétricos expostos ao lado da pia e o mau cheiro que toma conta de grande parte do terminal.
"Se é difícil para os passageiros, imagina para nós, que trabalhamos diariamente neste lugar? Passamos oito horas por dia aqui dentro. Não temos como usar o banheiro", disse um rapaz trabalha no Vivi Xavier e que pediu para não ter o nome divulgado.
A dois quilômetros e meio de distância está o terminal do Conjunto Ouro Verde, ao lado do Autódromo Ayrton Senna. O espaço apresenta praticamente a mesma situação do Vivi Xavier. Uma particularidade era a falta de postes e placas identificando os números das linhas dos ônibus. O Terminal do Conjunto Milton Gavetti é o menos problemático da região norte. Mesmo assim há goteiras e pisos quebrados. Ainda faltam assentos e a calçada em volta está esburacada, dificultando o acesso dos pedestres.

Banheiro é o principal alvo de reclamações no Terminal Acapulco
Banheiro é o principal alvo de reclamações no Terminal Acapulco



MATO ALTO
Inaugurado há menos de três anos, o Terminal da Zona Oeste já apresenta problemas. Um grande buraco está no caminho usado pelos ônibus. Segundo um motorista, o coletivo ameaça tombar no local por causa do defeito no asfalto.
Já na zona sul, a poeira cobria todo o piso do Terminal Acapulco. Além disso, o mato alto em volta atrapalhava a circulação dos pedestres. Também faltam assentos e pisos e o asfalto apresenta alguns buracos.
Principal alvo de reclamações da comunidade, os banheiros estão com as janelas quebradas e portas enferrujadas. "Dá nojo passar perto. O cheiro é horrível", disse a dona de casa Rosana Correa. "Se falta espaço para sentar ou sobram calor e empurrões dentro do ônibus, aqui fora a sujeira está por todo o espaço. A prefeitura ainda precisa recolocar as cadeiras pra gente aguardar os ônibus", acrescentou a dona de casa Maria Celin.

IRERÊ
A situação no Distrito de Irerê (zona sul) não é diferente. A pista do único terminal na zona rural tem barro e poças gigantes. A 25 quilômetros da área urbana de Londrina, o distrito possui mais de dois mil habitantes. Boa parte se depara diariamente com o banheiro danificado, com goteiras, janelas com vidros quebrados e fios elétricos expostos. A placa de advertência está apagada pela ferrugem e pode confundir os passageiros. "O encanamento desse terminal é muito antigo. Tem mais de 20 anos. O banheiro é fedido e escuro. Dificilmente alguém teria condições de usá-lo durante a noite. No telhado, a calha que deveria canalizar a água da chuva, está entupida de tanto lixo e fezes de pássaros. Nos temporais a água se acumula e transborda por todo o terminal. Sem falar das goteiras. Fica tudo alagado quando chove forte aqui", destaca um funcionário.

mockup