Pré-natal odontológico alcança meta da OMS
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terça-feira, 16 de março de 2004
Camilla Rigi<br> Reportagem Local 
O programa municipal de pré-natal odontológico completa 10 anos este ano e tem bons motivos para comemorar. Um levantamento feito pela secretaria municipal de Saúde em 2001 apontou uma média de apenas 1 cárie em cada criança de 12 anos, na Zona Urbana de Londrina, e de duas cáries nas crianças da Zona Rural. Na cidade, o número já atingiu a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) para 2010. Segundo o gerente de odontologia da secretaria de Saúde, Domingos Alvanhan, este resultado só foi possível graças à diversas iniciativas, como a colocação de flúor na água.
A primeira experiência de pré-natal odontológico foi realizada em 1988 no distrito rural de Irerê (25 km ao sul de Londrina), com o objetivo de cuidar das mães com problemas bucais e orientá-las sobre os cuidados com o bebê. A implantação do programa na rede municipal de saúde só ocorreu em 1993. Hoje, das 52 Unidades Básicas de Sáude (UBS), 42 já oferecem tratamento odontológico. A equipe é formada por um dentista, um auxiliar odontológico e, em alguns casos, por um técnico em higiene dental. De acordo com Alvanhan, cerca de 400 gestantes são atendidas por mês.
Segundo o dentista André Wilson Domingues Gomes, que atende na UBS do Jardim Tókio, Zona Oeste, assim que a gestante chega no posto para fazer o pré-natal ela já é encaminhada para o programa odontológico. ''Aqui nós fazemos todo o tratamento curativo e preventivo'', disse o dentista.
A dona de casa Andréia Silva de Oliveira, de 24 anos, segue até hoje as orientações que recebeu na primeira visita ao consultório, quando a filha Isabela tinha apenas quatro meses. ''Todos os dias, antes de a neném dormir, eu limpo os dentinhos dela com uma gaze'', relatou. A segunda consulta da filha, hoje com um ano e dois meses de idade, foi marcada para a próxima segunda feira.
Profissionais da área de sa© úde se reuniram, ontem, na Associação Médica de Londrina (AML), para um curso de capacitação do programa, realizado pela secretaria. ''A discussão é uma forma de refletirmos sobre os rumos e a importância desse trabalho'', avaliou o gerente de odontologia.


