As propostas que serão apresentadas na 2 Conferência Municipal dos Direitos do Idoso, em agosto, começaram a ser discutidas ontem, na primeira etapa da Pré-Conferência Municipal. Durante essa semana, serão ouvidas as sugestões de melhoria para os idosos de todas as regiões da cidade. Ontem foi a vez da região Sul e da zona rural.
Londrina tem hoje cerca de 43 mil habitantes com 60 anos ou mais de idade. Os idosos somam mais de 10% da população, projetando a cidade acima da média registrada no Brasil, onde a chamada terceira idade abrange cerca de 8,5% dos habitantes (de acordo com o Censo 2000). O número de famílias sustentadas pelo salário do idoso chega a 64%. A expressividade dos números justifica a atual mobilização em torno de políticas específicas. ''O número de idosos pode triplicar nos próximos 20 anos. A demanda está colocada e os serviços têm que estar preparados para atendê-la'', afirma a secretária municipal do Idoso, Maria Ângela Santini.
Alguns desses serviços, como transporte e saúde, ainda não são adequados. Tanto que o despreparo dos motoristas de ônibus para lidar com a terceira idade e a falta de atendimento específico foram destacados na pré-conferência. Os idosos da zona rural reivindicaram a presença de geriatras nos distritos.
Além de levantar propostas, o evento também serve para discutir o relacionamento com a família e a sociedade. A presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso, Sandra Perdigão, destaca a importância dos grupos de convivência, para evitar o isolamento. Há dois anos, havia apenas 10 grupos do gênero em Londrina e, hoje, já são 80, com quase oito mil associados.
A próxima reunião, que irá discutir propostas para as regiões Norte e Leste, será amanhã. Na sexta-feira, serão abordadas questões referentes aos idosos das regiões Oeste e Central. O evento, aberto a toda comunidade, é realizado às 14 horas, no Salão de Festas da Catedral Metropolitana de Londrina.

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