Pré-acordo agrada a moradores
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segunda-feira, 25 de agosto de 1997
Osmani Costa 
Londrina
Podem estar perto do fim a insegurança e os aborrecimentos que sofrem as cerca de mil famílias que ocupam, há mais de três anos, apartamentos do Residencial Jardim das Américas (zona norte). O superintendente de negócios da Caixa Econômica Federal (CEF), Claudemir Desto, anunciou ontem que foi acertado um pré-acordo com as construtoras Santa Cruz e Técnica Engenharia, proprietárias do residencial, que conta com 83 prédios e 1.424 apartamentos.
Segundo o pré-acordo, que deve ser assinado em Brasília dentro de 30 dias após o acerto dos últimos detalhes, os moradores acertariam suas pendências com as construtoras - pagamento da entrada, mais quitação de possíveis inadimplências, além do repasse do dinheiro depositado em juízo - e teriam o restante da dívida da compra do imóvel financiado pela CEF em 20 anos.
A Caixa realizou reunião, na última sexta-feira, com representantes da Associação dos Moradores do Jardim das Américas, entre os quais o presidente da entidade, Wilson Ramos. A reunião foi muito boa. Ficamos bastante contentes com as bases apresentadas pela CEF para a assinatura do acordo com as construtoras e para a liberação do financiamento da compra de nossos imóveis, comenta Wilson Ramos.
Segundo ele, os moradores já estão muito cansados pela espera deste acordo. Felizmente, agora parece que faltam poucos dias para termos nossa situação resolvida. A CEF garantiu que o acordo já está 99% acertado. Estamos no aguardo da assinatura dele, para não termos mais nenhuma dúvida de que o sofrimento acabou, ressalta o presidente da associação dos moradores.
Foi uma reunião com bons resultados práticos. Todos os esclarecimentos foram prestados por parte da Caixa, e os moradores podem ficar tranquilos e já começarem a buscar entendimentos com as construtoras dos apartamentos, objetivando agilizar as negociações de compra, garante o superintendente da CEF, Claudemir Desto.
As obras do residencial foram concluídas em 1992, mas os apartamentos ficaram desocupados por quase três anos. Houve denúncias de superfaturamento na construção e corre na Justiça uma demanda entre a CEF e as empresas, o que impediu o financiamento dos imóveis pelos moradores. As cerca de mil famílias que ocuparam os apartamentos passaram a depositar as prestações - que variam entre R$ 167 e R$ 215, dependendo do tamanho - em juízo ou a pagá-las diretamente às construtoras.


