Campo Mourão - Venceu no final de semana o prazo de 60 dias que o ministro dos Transportes, João Henrique de Almeida Souza, deu para o reínicio do asfaltamento da Estrada Boiadeira (BR-487), entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste. O prazo foi estipulado pelo ministro em julho, durante inauguração do Contorno Leste de Curitiba.
Ontem, no entanto, não havia nenhum sinal de obras na rodovia. Hoje também faz 180 dias que o presidente Fernando Henrique Cardoso se comprometeu a retomar as obras durante a inauguração das pontes sobre o Rio Paraná, em Porto Camargo. Já a última informação oficial não dá prazos para que as obras sejam retomadas.
Em ofício enviado à prefeitura de Campo Mourão, o diretor geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), Luiz Francisco Silva Marcos, informou que a retomada das obras depende de uma decisão judicial. Um dos problemas está no tipo do asfalto. As empreiteiras não querem usar uma nova composição sugerida pelo governo. A estrada tem 33,5 quilômetros prontos. Faltam outros 41,8 quilômetros.
O Orçamento Geral da União deste ano prevê R$ 6,4 milhões para a estrada. A assessoria de imprensa do DNIT do Paraná informou ontem que a tendência é que seja feita uma nova licitação para a conclusão das obras. Devido à promessa do presidente Fernando Henrique, a preocupação é que a situação seja ao menos definida até o fim do ano.
Mas não será por falta de novas promessas que a pavimentação da Boiadeira deixará de ser concluída. Os principais candidatos ao governo do Estado já prometeram a retomada das obras caso sejam eleitos. A promessa foi feita por Álvaro Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB) em Campo Mourão e por Beto Richa (PSDB) em Cruzeiro do Oeste.

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