Apesar do prazo de 24 horas dado na última terça-feira pela Justiça para remover os presos da cadeia de Sabáudia (65 km ao oeste de Londrina), os 23 detentos permanecem superlotando as quatro pequenas celas da delegacia.
A cadeia local, com capacidade para oito detentos, conta com apenas dois policiais civis fazendo a segurança, situação que assusta os moradores. Os presos foram enviados de Rolândia para Sabáudia há uma semana. Eles devem permanecer, segundo o delegado-chefe da Divisão Policial do Interior (DPI), Clóvis Galvão, 40 dias na cidade, prazo máximo dado para as obras de recuperação da cadeia de Rolândia, destruída durante uma rebelião.
A Folha procurou ontem o juiz de Arapongas, Carlos Alberto da Costa Ritzmann, responsável pela determinação de remover os presos. Segundo informações de funcionários, ele não compareceu ontem ao Fórum, mas manteve contatos com delegados da região na tentativa de amenizar o problema. As principais cadeias da região também estão lotadas, como o minipresídio de Apuracana, cuja capacidade é para 80 presos, mas abriga 119.
Se o número de encarcerados em Sabáudia não for reduzido, a Justiça pode determinar a interdição da delegacia. As retaliações por parte da prefeitura continuam. ‘‘Enquanto houver excesso de presos aqui, não vamos dar apoiar nada’’, reafirmou ontem o prefeito Ilson Mendes (PFL), que proibiu o repasse de combustível, alimentação e limpeza para a cadeia.

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