Promotores da área criminal da Comarca de Cascavel estão exigindo da Polícia Civil (PC) o cumprimento de prazos na elaboração de inquéritos para evitar a prescrição de processos. O prazo inicial (que pode ter prorrogações) para concluir inquérito é de 30 dias. Os representantes do Ministério Público já obtiveram duas ordens judiciais durante a semana para mandados de busca e apreensão de inquéritos na 15ª Subdivisão Policial (SDP), que estariam ‘‘engavetados’’.
Os casos que mais preocupam, pela demora nas diligências e tomada de depoimentos pela PC, são relacionados ao crime organizado, caso do roubo e desmanche de carros, e crimes contra a administração pública. No primeiro caso, há envolvimento de empresários conhecidos na cidade, dois investigadores e um delegado. Todos já estão denunciados formalmente por envolvimento direto. O delegado-chefe, Haroldo Davison, foi denunciado por suposta omissão na apuração dos fatos – o que ele nega.
Um inquérito, envolvendo diárias supostamente ilegais recebidas pelo prefeito Salazar Barreiros (PPB), demorou três anos para ser concluído. Promotores da Comarca têm repassado documentos diretamente para a própria Corregedoria da Polícia Civil, na tentativa de acelerar investigações. Haroldo Davison, porém, assegura que não há ‘‘engavetamento’’ de inquéritos. Segundo ele, o excesso de trabalho para poucos escrivães dificulta as conclusões.

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