No Oeste do Paraná, a avaliação é de que a CPMF resultou apenas em mais agilidade na liberação dos recursos do SUS para os hospitais conveniados. Mas persiste a reclamação quanto aos recursos destinados. Para os hospitais, os pagamentos em dia não são tudo. ‘‘É fundamental uma alteração nas tabelas de valores do SUS’’, afirma Nadir Wili, diretor administrativo da Policlínica de Cascavel e vice-presidente da associação regional de hospitais.
Nadir Wili relata que, antes da CPMF, os atrasos nos pagamentos do SUS atrasavam ‘‘mais de três meses’’, e hoje ocorrem ‘‘no máximo em 70 dias’’. O problema reside nas tabelas, que quase nunca foram revistas, tendo ocorrido apenas uma correção sobre faturas de janeiro de 96, pagas com grande atraso. Uma diária de paciente no hospital custaria ao estabelecimento cerca de R$ 30,00, segundo Wili, enquanto o SUS repassa apenas R$ 3,60.
Para um parto, o valor é de R$ 125,36, somando-se hospital, obstetra, pediatra e permanência da parturiente por três dias. ‘‘A remuneração deveria ser três vezes maior’’, diz Wili. Em Cascavel, a maior parte dos pacientes que não podem pagar pelo atendimento vai para o Hospital Regional, do Estado. A instituição também recebe doentes de cidades próximas - e não consegue atender a demanda.

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