Praticantes sonham com a regulamentação e o reconhecimento
Praticantes sonham
com a regulamentação
e o reconhecimento
Os naturalistas sonham com o reconhecimento de todas as terapias alternativas e com a regulamentação da profissão de médico naturalista no Brasil, sem a exigência do curso de medicina. Nice Ávilla acredita que dentro de poucos anos as terapias alternativas serão adotadas em todos os postos de saúde e hospitais públicos.
É uma saída para baratear custos, prevenir doenças e oferecer tratamentos e medicamentos mais acessíveis à população. Segundo Nice, pelo menos 50% das doenças podem ser curadas naturalmente com plantas, reeducação alimentar e uma nova postura diante da vida.
Especialista em homeopatia, o pediatra Fausto Carneiro, de Umuarama, prefere chamar as terapias alternativas de complementares. Não se pode apontar este ou aquele tratamento como completo. A integração de terapias é o melhor caminho, acredita.
De acordo com Carneiro, a medicina atravessa uma fase de supervalorização da tecnologia, de aparelhos sofisticados e remédios produzidos em laboratórios e apresentados como milagrosos.
Segundo Carneiro, a saúde pública pode adotar as terapias complementares reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Medicina. A dificuldade, de acordo com ele, é contratar médicos nestas especialidades. A rede pública de saúde em Umuarama tem um homeopata, Renato Niebur. A Secretaria de Saúde quer adotar também a fitoterapia (tratamento com plantas), mas não encontra fitoterapeutas. (V.M.)





