Praticando o bem o ano inteiro
Londrina - O Budismo possui cerca de 80 ramificações, mas a maioria é considerada seita. O Primordial é uma das poucas que podem ser chamadas de religião. Para o bispo Hakuze Ferreira, do Templo Budista Hompoji, de Londrina, os fiéis costumam ir ao templo na noite de 31 para agradecer todas as conquistas ao longo do ano e aqueles que não conseguiram atingir os seus objetivos fazem uma renovação espiritual por meio das orações. "As pessoas recitam um mantra e à meia-noite comemos a primeira refeição do ano, uma sopa feita com moti, para dar sorte e prosperidade", explica.
A vestimenta branca do bispo utilizada na cerimônia de ano novo só é colocada em datas especiais. Os budistas também rezam segurando o odyuzu, uma espécie de terço com contas. "Cada conta é referente a uma imperfeição que temos e cada uma delas é subdividida em outras 108 imperfeições e assim sucessivamente", explica. O ato demonstra consciência em eliminar todos os males e praticar todo o bem.
Reflexão e caridade
No Centro Espírita Nosso Lar, não haverá uma cerimônia especial de ano novo. Segundo o palestrante Geraldo Saviani da Silva, a data não possui um significado especial. "É um momento de reflexão, quando a pessoa deve pensar no que tem feito e naquilo que irá fazer no próximo ano para mudar a sua vida, desde que siga os ensinamentos cristãos", declarou. Ele destaca que a pessoa deve lembrar-se de tudo o que fez de errado ao longo do ano e o que precisa fazer para se redimir e recuperar o tempo perdido. "Normalmente o espírita passa a data com a sua família e evita os excessos da alimentação. Caso realize uma festa, não a faz com cunho religioso", explicou.
Segundo a mulher de Silva, Gisele Asturian, para os espíritas, o mais importante é fazer o exercício de caridade ao longo do ano inteiro, e não só durante esse período de festas, pois somente pela prática de ajuda aos outros que as pessoas conseguem entender as mazelas humanas. (V.O.)





