O gerente de Transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, explica que a divulgação sobre a nova lei que permite embarque e desembarque fora dos pontos será realizada na próxima semana. Serão afixados adesivos no interior dos ônibus. "Quando surgiu a proposta dessa lei, a CMTU foi favorável, desde que respeitadas a legislação de trânsito no local", destaca. Ele afirma que as concessionárias ficarão responsáveis pela divulgação da nova lei aos 1,9 mil funcionários.
Ainda segundo Jesus, a prática já era comum entre os motoristas, principalmente para os ônibus conhecidos como Corujão, que possuem um itinerário alternativo. Questionado sobre o início do horário para as mulheres (23 horas, enquanto em outros municípios começa uma hora mais cedo), ele aponta que obedece características locais. "Às 22 horas as alunas nem saíram da faculdade. Até elas pegarem o ônibus, chegarem ao terminal central e pegarem os ônibus que vão para suas casas, chega o horário das 23 horas."
A empresa Transportes Coletivos Grande Londrina afirma, por meio de nota, que que os motoristas serão orientados a cumprir a lei. "A empresa sempre viu com bons olhos os motoristas que embarcam e desembarcam passageiros idosos ou com necessidades especiais fora dos pontos de ônibus, desde que obedecida a legislação de trânsito que determina os locais permitidos para estacionar", diz trecho da nota enviada à FOLHA.
A empresa adverte que é preciso lembrar, porém, que nem todos os locais facilitam o acesso de cadeirantes aos ônibus. A Grande Londrina apontou também que nos horários de maior movimento, devido à proximidade dos pontos ônibus já existentes, caso ocorra muitas paradas para embarque e desembarque fora dos pontos, podem ocorrer atrasos nas viagens.
O cobrador Edson Antônio destaca que já recebeu um comunicado da empresa informando sobre a lei. "Acho a lei boa. Na prática os motoristas já faziam isso em relação aos cadeirantes. Só não dá para fazer isso em locais em que a calçada é ruim e não comporta essa parada", destaca.
O motorista de ônibus Éverton Rodrigo de Faria afirma que tudo depende do local onde será a parada. "Primeiro a gente tem que ver a segurança, mesmo assim não vejo motivo para não fazer essa parada", observa. (V.O.)

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