Prática do aleitamento ainda esbarra em mitos
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segunda-feira, 01 de agosto de 2016
Simoni Saris Reportagem Local 
Em dez anos, o índice de mulheres que amamentam seus bebês até os seis meses de vida cresceu de 24% para 41% em Londrina. O salto é motivo de comemoração, mas para que chegue a 100% ou pelo menos próximo da totalidade, ainda é preciso derrubar muitos mitos que cercam o aleitamento materno. Nos próximos dias, diversas ações serão realizadas no município para incentivar a amamentação.
Nesta segunda (1), a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Comitê de Aleitamento Materno de Londrina (Calma), realizou a abertura oficial da Semana Mundial do Aleitamento Materno, comemorada entre 1 e 7 de agosto. Ao longo de todo o mês, porém, haverá atividades nas unidades básicas de saúde, igrejas e supermercados, que irão realizar campanhas de arrecadação de vidros usados para doação de leite materno.
O Ministério da Saúde incentiva a prática do aleitamento até que a criança tenha dois anos de idade, mas ainda é muito grande o número de mães que param após os seis meses ou desistem logo no início da vida do bebê, recorrendo à mamadeira. São vários os motivos que levam as mulheres a não insistirem no aleitamento. A história familiar, por exemplo, ainda é um fator que influencia na decisão. "Se a mulher não foi amamentada, quando for ter filho, a avó, a mãe, dizem que não precisa e a mãe acaba recorrendo à mamadeira", disse a professora do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina e membro do Calma, Mauren Mendes Tacla.
As dificuldades iniciais que muitas mães enfrentam também podem desestimulá-las a insistirem na prática. "Às vezes, a mulher fez uma cesariana e, na cesariana, em geral, a descida do leite demora mais. O bebê também pode sugar de forma inadequada o bico do seio acaba rachando e dói", enumerou Mauren.
O desconhecimento também interfere na decisão da mãe. "O leite materno é rapidamente digerido e o estômago do bebê também é muito pequenininho e não cabe muito alimento, então ele vai mamar com mais frequência. Já a digestibilidade do leite de vaca é mais demorada e o bebê demora mais a sentir fome novamente. Por isso, muitas mães acham que o leite materno não sustenta. Mas não existe leite fraco. Isso é um mito ainda muito forte", afirmou.
A enfermeira Milena Lago também teve dificuldades para iniciar a amamentação de Laura, hoje com 11 meses. "Tive fissuras, mastite e muitas dúvidas, mas consegui superar tudo com o apoio do pessoal do HU (Hospital Universitário). As orientações das enfermeiras e o apoio da família e do marido foram muito importantes", disse.
Os benefícios da persistência de Milena podem ser vistos no sorriso de satisfação da mãe e no rosto da filha. "A Laura não fica doente, ela é bem saudável, ativa.
SERVIÇO - Na página principal do portal da Prefeitura (www.londrina.pr.gov.br), é possível acessar a programação completa, clicando no banner com a logomarca da Semana Mundial do Aleitamento Materno.


