Praças integram comunidade e garantem equilíbrio térmico
Quanto maior é a cidade mais ela necessita de espaços como as praças.Londrina está crescendo e todos os indicadores apontam para a continuação desse processo na área urbana. Portanto, é indispensável que sejam preservadas e até ampliadas todas as áreas de uso comum disponíveis. Somente assim será possível dispor das condições básicas que possibilitam manter a qualidade de vida.
A opinião é do arquiteto Gilson Bergoc, representante do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina no Conselho Municipal de Planejamento Urbano (CMPU).
ReproduçãoA professora empregou metodologia de análise do Sistema de Informação Geográfica (SIG), utilizando base cartográfica atualizada com fotos orbitais, feitas pelo satélite TM Landsat 5O arquiteto explica que na história das cidades, algumas funções das praças sofreram mudanças. Outras são mantidas até os dias atuais.
Na Grécia Antiga, por exemplo, a praça era o lugar de encontro dos cidadãos e do exercício da democracia direta. Com o processo de crescimento das urbes, especialmente a partir da Revolução Industrial, as praças ganharam outras funções e se transformaram em áreas indispensáveis para a qualidade de vida dos moradores.
Quanto maior a cidade, mais necessárias são essas áreas públicas, podendo também ser particulares, detalha Bergoc.
De acordo com o arquiteto, hoje as praças são áreas indispensáveis para garantir a renovação e circulação do ar, assegurando o equilíbrio térmico. A diferença de temperatura entre uma área com simples cobertura com vegetação e outra impermeabilizada com qualquer calçamento é de 4 graus centígrados, diz Bergoc, acrescentando que a diferença de temperatura entre o centro da cidade e o Parque Arthur Thomas (a 4 km em linha reta na direção sul) chega a 10º.
O arquiteto destaca ainda que são indispensáveis também como espaços de integração e convivência entre as pessoas. As praças são áreas em que as pessoas se encontram, usam nos momentos de lazer com atividades físicas ou simples contemplação. Por isso, é importante que estejam devidamente urbanizadas e equipadas.
O arquiteto chama a atenção para recomendação da ONU, segundo a qual as cidades necessitam de 12 metros quadrados de área verde por habitante, e para as exigências da Lei federal 6.766, de 19 de dezembro de 1979 (Lei dos Loteamentos), que determina reserva de 35% do loteamento para áreas de uso comum e instalação de equipamentos públicos comunitários, destinados à educação, saúde, cultura, lazer e similares, incluindo o sistema de circulação.





