Praças e calçamento dão nova vida a Mauá da Serra
As crianças brincam felizes no Conjunto Hélio Rezende Siqueira: com a rua calçada, a mãe não implica mais com a sujeira
O pórtico e a Praça Central (ao fundo): ponto de encontro dos jovens e lugar de descanso para quem espera o ônibus
O município de Mauá da Serra, emancipado há apenas oito anos, começa agora a tomar ares de uma verdadeira cidade, com ruas calçadas e praças. Até o ano passado, a população estimada em 7 mil habitantes (o Censo de 1996 registra 5.249) não tinha onde passear. Quando a missa na Matriz terminava, o jeito era ir logo para casa porque só havia terra e escuridão por perto.
Agora os domingos na Paróquia São Pedro estão mais animados com a praça inaugurada em frente à Igreja. Tem luz, bancos e grama para as crianças brincarem. Os jovens também estão satisfeitos com o novo ponto de encontro da cidade: a Praça Central, na entrada de Mauá. As duas obras foram construídas com recursos do Projeto 399 Ruas, do Programa Paraná Urbano, e custaram cerca de R$ 120 mil.
Localizada na Avenida Ponta Grossa, principal acesso ao município, a Praça Central foi inaugurada em maio de 99. Logo que se chega a Mauá da Serra, avista-se um pórtico, com espelho dágua, cascata e uma grande pedra suspensa, simbolizando a riqueza natural da região. Prova disso é o calçamento das ruas feito com paralelepípedos extraídos ali mesmo nas redondezas. O município tem a matéria-prima. Dessa forma diminuímos despesas com frete e geramos emprego para a população, comenta o assessor administrativo da Prefeitura, Paulo Lourenço da Silva. Na pavimentação dos bairros São Luís e Hélio Resende Siqueira foram gerados 30 empregos diretos.
Atualmente, o município está com 35% do perímetro urbano asfaltado. A primeira etapa foi concluída em 1999, com o repasse de R$ 280 mil pelo governo do Estado através do Paraná Urbano. A segunda, no valor de R$ 146,7 mil, terminou em março último. A pavimentação asfáltica inclui meio-fio, calçada e galerias pluviais.
Para a dona de casa Regina Barbosa da Silva foi uma benção. Moradora do Conjunto Hélio Resende Siqueira há três anos, só agora tem tempo de olhar os netos brincar na rua. Antes não parava nada limpo e a gente lidava com a casa o dia todo, lembra. A nora dela, Zélia de Lima, mãe de oito filhos, também comemora. Pelo menos as crianças voltam mais limpas.





