Os pombos que estão presentes em muitos espaços verdes de Londrina também fizeram morada na Praça XV de Novembro, no centro da cidade. Usando as árvores para se aninharem, os pássaros acabam usando o local como ‘‘banheiro’’ e o resultado é que a areia e os equipamentos do parque infantil e os bancos para pessoas ficam cobertos por fezes.
  Lourisol Bogado, 35 anos, é taxista e está baseado na praça há vários anos. Ele afirmou que desde que um zelador da praça foi despedido, no início deste ano, a sujeira tomou conta do local. A empresa contratada pela prefeitura para manter o espaço, segundo Bogado, lava os banheiros, varre as calçadas mas não retira as fezes dos pombos.
  ‘‘O antigo zelador peneirava a areia do parquinho todo os dias’’, garantiu o taxista. As aves usam duas árvores localizadas dentro do parque infantil para dormirem. O suporte de uma das árvores, inclusive, tem sérias rachaduras e também representa um risco extra para as crianças.
  Outra preocupação do taxista são quatro montes de areia do parquinho. Bogado disse que os montes estão contaminados com fezes humanas e surgiram depois que o encanamento do banheiro público da praça foi desentupido. ‘‘Isso aqui é um perigo’’, lamentou. A falta de vigilância noturna também deixa o local perigoso à noite, quando a praça vira abrigo para usuários de drogas e ponto de prostituição. ‘‘Na última semana, quebraram a pia de um dos ba-nheiros’’, queixou-se.
  O taxista disse que ele e outros colegas seus já procuraram por diversas a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) mas até o momento nada foi feito. A diretora de operações e transporte da companhia, Rosimeire Suzuki Rosa Lima, disse que já providenciou a limpeza das luminárias e dos brinquedos. Ela também garantiu que irá solicitar a troca da areia do parquinho e pedir à Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) a poda das árvores.
  De acordo com informações do Núcleo José Reis de Divulgação Científica da Universidade Estadual de São Paulo (USP), os pombos podem transmitir doenças através das penas e das fezes e são uma ameaça à saúde pública. As penas podem conter piolhos, carrapatos e percevejos. Já as fezes desses animais podem espalhar no ar uma infinidade de fungos, bactérias, protozoários e até vírus. O maior risco, entretanto, segundo a Vigilância Sanitária de Londrina é quando os pombos ficam confinados em ambientes fechados e as pessoas aspiram o ar poluido.

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