As praças e áreas de lazer do Conjunto São Lourenço, Zona Sul de Londrina, estão servindo mais para os bois que para a comunidade local devido ao acúmulo de mato. Sentar em um dos bancos da pracinha é quase impossível e o jogo de futebol só não está suspenso porque a comunidade se uniu e fez a limpeza para que o torneio da Liga de Futebol de Londrina pudesse ser realizado no último domingo. O capim alto atrai o gado que pasta tranquilamente nas áreas públicas.
Essas reclamações foram feitas pelos moradores do bairro, que garantem que desde dezembro solicitam à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) a limpeza da área. O presidente do São Lourenço, Márcio Cruz, disse que no dia 6 de janeiro protocolou um ofício na CMTU com o pedido de roçagem das áreas e desde então telefona semanalmente para o setor de limpeza pública do órgão para saber quando será atendido. ''Eles sempre dizem que vêm na semana que vem, depois é antes do Carnaval e, até agora, nada'', desabafa Cruz.
Ele lembra que o problema é antigo e que a comunidade já se revezou anteriormente para roçar as praças. Como exemplo, ele cita que no início do ano passado um grupo de escoteiros fez a limpeza de duas praças localizadas próximas à igreja. Segundo Cruz, fiscais da CMTU disseram que a empreiteira responsável pelo serviço estaria com defasagem de pessoal, o que teria atrasado o serviço.
Na CMTU, a versão é outra. Segundo a diretora de Operações, Rosemeire Suzuki Lima, o número de funcionários trabalhando na roçagem teria aumentado com a chegada do verão, época em que o mato cresce mais depresssa. ''Os funcionários estão inclusive fazendo hora-extra para compensar os dias que choveu'', detalha.
Pelo contrato, a empresa teria que passar por todas as áreas públicas da cidade a cada 45 dias. Cruz aponta que a última vez que as praças foram limpas no São Lourenço foi em setembro do ano passado. Rosemeire informou que em dezembro foi feita a limpeza do bairro, mas os moradores garantem que somente as avenidas principais receberam o serviço.
''A gente tem conseguido manter a cidade toda com o serviço feito, mas eventualmente em alguns locais acontece isso (mato grande) porque a gente precisa intensificar o serviço em algum local'', explica a diretora. Ela conta, por exemplo, que em fevereiro há o início do ano letivo e com isso o serviço de roçagem é intensificado nos locais próximos às escolas e vias de acesso.
O fiscal de contratos da CMTU, Ricardo Carrato, garantiu que até o fim desta semana as equipes de limpeza terminam de roçar todos os 2,6 milhões de metros quadrados das áreas públicas de Londrina. Ele confirma que o setor recebe muitas reclamações de mato alto nessa época e aponta que isso é decorrente do verão, período em que o mato cresce mais rápido. Segundo ele, há 130 pessoas trabalhando na roçagem na cidade. Pelo serviço, a empreiteira contratada pela prefeitura recebe mensalmente R$ 166 mil.

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