Praça olímpica substituirá erosão
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2001
Vânia Moreira<bR>De Umuarama 
A prefeitura de Umuarama começou a construção da praça olímpica que vai eliminar um dos piores focos de erosão na cidade. O estádio, o ginásio de esportes, as quadras poliesportivas e pistas de atletismo e caminhada vão ocupar os mais de 10 mil metros quadrados do chamado 'buracão' da Avenida Parigot de Souza. Dos R$ 2,5 milhões a serem gastos na obra, 80% deverão ser repassados pelo Ministério da Infra-Estrutura. O município arcará com os 20% restantes.
Para eliminar a erosão que já consumiu mais de R$ 1 milhão em obras de controle, Umuarama adotou o exemplo de Paranavaí. O estádio Felipão, com capacidade para 20 mil pessoas foi construído na cratera que até 1990 era a maior voçoroca de Paranavaí. Segundo a prefeitura, não bastava conter a erosão porque o terreno tinha muitas nascentes. Era preciso drenar e construir.
Na erosão da Parigot de Souza, em Umuarama, o problema é o mesmo. Além do córrego e a falta de cobertura vegetal, o terreno recebe boa parte da água pluvial captada no centro da cidade. A erosão ameaça os bairros Paineira e Colibri. Algumas casas estão próximas ao buraco. Em 93, a voçoroca destruiu a tubulação de águas pluviais, avançou para a avenida e cortou a pista de rolamento.
Para este ano, estão garantidos R$ 700 mil a serem gastos na primeira etapa das obras. Nesta fase, será feita a drenagem e aterro do córrego que deságua no rio Pinhalzinho. Segundo o secretario municipal de Obras, Luiz Simone, serão construídos 320 metros de tubulação dupla e um canal de concreto para canalização do córrego. Posteriormente, a área será drenada e aterrada para as construções.
A voçoroca será aproveitada para construção de um estádio com arquibancada coberta, pistas de atletismo e capacidade para 8,5 mil pessoas. O projeto prevê ainda a construção de um ginásio de esportes, oito quadras poliesportivas e pista de caminhada ao longo das margens do riacho.


