Praça novinha com apoio da comunidade
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sábado, 14 de setembro de 2019
Laís Taine - Grupo Folha 

Silvandira Ferraresi de Almeida, 91, recorda os tempos em que os meninos jogavam bola no espaço que hoje é a praça Dr. Jonas de Faria Castro. O campo localizado em frente ao antigo Ginásio Londrinense, primeiro estabelecimento de ensino secundário de Londrina, era o ponto de encontro dos estudantes da época. Sete décadas depois, a aluna da primeira turma, de 1941, decidiu revitalizar a praça. Com participação da comunidade, neste sábado (14), foi marcado o encerramento da segunda fase do projeto.

O espaço localizado na confluência das ruas Santos, Mossoró e Quintino Bocaiúva (Centro), foi transformado em praça em 1956, quando a prefeitura homenageou um dos professores e criadores do colégio, o médico Jonas de Faria Castro. Na ocasião, foi instalado um busto de bronze, peça que foi retirada por vândalos há alguns anos. “A gente ficou muito triste com o sumiço do busto, porque ele foi uma pessoa muito importante para nós. Então, na confraternização da turma do colégio, tivemos a ideia de revitalizar o local”, comenta Silvandira.

Com a liderança do filho, o médico e professor Márcio Almeida, o projeto ganhou força. “Nós fizemos uma vaquinha eletrônica e angariamos aproximadamente R$ 30 mil. O mais caro foi colocar o novo busto, mas fizemos pinturas, consertamos alguns pontos, recuperamos espécies perdidas, reformamos as placas e produzimos um material histórico sobre a praça”, conta. O projeto teve início há seis anos.

Com apoio dos moradores e de alguns comércios da região, a praça ganhou nova vida. “A melhora da praça trouxe segurança e lazer. Todo domingo eu venho aqui com meus filhos, como está bem iluminada, venho até na parte da noite”, comenta Jeferson Marin, 36, morador da região. Para o engenheiro eletricista, a ocupação do espaço pela comunidade afastou a criminalidade e trouxe a sensação de mais segurança para todos. “O pessoal está usando mais a praça agora”, afirma.
Com o trabalho voluntário de Cláudio Müller, professor aposentando do CCB (Centro de Ciências Biológicas), da UEL (Universidade Estadual de Londrina), as espécies foram identificadas e depositadas no herbário da universidade. “A última planta identificada foi o Ipê amarelo, que só agora deu flor”, aponta para os dois pontos amarelos em meio a folhagem. “Mas o primeiro levantamento foi rápido, levou um mês”, acrescenta. Todas as espécies receberam placas de identificação e cada uma faz homenagem a um professor do antigo Ginásio Londrinense.
Com um ambiente limpo e tranquilo, o grupo também cobra dos moradores, comerciantes e órgãos públicos a manutenção para que outros possam continuar utilizando o local. Silvandira, a aluna da primeira turma do Ginásio, espera que os novos usuários também tenham a oportunidade de criar suas boas memórias no local. “Estou muito contente, agora é com a prefeitura e vizinhança, estou feliz que vai ser usada sempre. Que eles cuidem bem”, finaliza.
A iniciativa teve o apoio do setor público e também da Inesco (Instituto de estudos em saúde pública), que incentiva projetos em prol da memória de saúde pública de Londrina, da UniFil, Graúna Construções e Carvalho Restaurante.
CMTU
Segundo informações da assessoria da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), a praça foi uma das beneficiadas pelo Programa de Revitalização de Praças e Espaços Públicos. No local, foi feito a capina do mato, implantação e troca de lixeiras, pintura dos bancos e do meio-fio, poda de galhos e o plantio de mudas de árvores e conserto de calçadas, além da instalação de Lâmpadas de LED, de acordo com a Companhia. As ruas do entorno receberam também reforço na sinalização viária. A ação, realizada por diversas secretarias municipais, foi realizada nos meses de abril e maio.


