Praça Londrina/Estélio Feldman
A exposição de cartões-postais, aberta no começo do mês na Biblioteca Pública Municipal, deveria ficar aberta até amanhã. Mas teve seu encerramento antecipado por decisão dos promotores, inclusive devido a problemas com a própria manutenção dos cartões. Ontem fui lá, inclusive para fazer uma derradeira chamada, informando que quem desejasse ver os magníficos cartões-postais das mais diferentes partes do mundo, colecionados com carinho por aqueles que são chamados de cartofilistas, tinha só o dia de hoje. Infelizmente, porém, aconteceu a antecipação e, assim, quem viu, viu, quem não viu não verá mais.
Segundo fui informado, 419 pessoas assinaram o livro de presença na mostra. Como, normalmente, muita gente não assina o livro (eu, por exemplo, raramente o faço) é certo que, no mínimo, possivelmente o dobro de gente visitou e viu a mostra. Houve inclusive caravanas de estudantes, o que é uma boa idéia porque os cartões-postais também servem como excelente veículo para ilustrar e educar.
Conforme informou o colega Edilson Moura, cartofilista que participou da mostra com uma coleção sobre os países que formam o Mercosul, é provável que outras exposições similares venham a ser realizadas no futuro, inclusive com outros temas. Espero que isto realmente ocorra. Até lá a gente fica na expectativa, lamentando apenas que acabou antes. Mas, como diz o povo, tudo o que é bom dura pouco.Violência
De repente, a violência explodiu entre nós. Já era grande, aumentou. Quando comecei a escrever esta coluna, houve uma série de crimes violentos seguida de um comentário de um delegado segundo quem Londrina estava abaixo da média nacional ou mundial.
Comentei na época que isto não consolava as vítimas. Hoje, a coisa parece estar pior. Talvez ainda esteja abaixo da média. Mas o que é a média? Será que a gente pode dizer ao parente de uma pessoa assassinada que o índice local é menor que o nacional ou mundial? Isto conforta?
Pior é que, quando a violência explode, nós somos atingidos, mesmo que não tenhamos parentes ou amigos envolvidos. A gente fica violenta. Diante dos crimes da semana passada, eu prório me vi reagindo de modo mais duro ante os fatos. Os que me conhecem sabem que sou frontalmente contra a pena de morte. Mas, diante de alguns fatos, até mesmo esta convicção balança.
Para piorar ainda mais, percebemos que parece difícil fazer alguma coisa no sentido de diminuir esta tendência. As explosões ocorrem e a gente nem pode perceber direito quais suas causas. Apenas sofre as consequências.
Entretanto, penso que não podemos nos entregar a isto, que devemos não apenas verberar este tipo de ação mas, também, tentar nos conter. Vamos tentar, individualmente, ser menos violentos porque assim, quem sabe, haja menos dor a lamentar.Limpeza
Dou a mão à palmatória (será que os mais novos entendem o que isto quer dizer? Por via das dúvidas - outra expressão antiga - explico: isto significa, no caso, que reconheço quando uma coisa que criticava mudou). O negócio é o seguinte: a Cidade está ficando mais limpa. Passo todos os dias pelo Calçadão e pude perceber, neste começo de semana, que houve um trabalho bom de limpeza por lá. Em outros pontos da Cidade, nos bairros, também se pode ver a ação da vassoura.
É verdade que ainda persistem alguns pontos negros, ou sujos. Aquela área diante da Biblioteca Pública Municipal, por exemplo, continua a merecer reparos. Mas, diante da mudança que pude observar, acredito que em dezembro teremos uma cidade iluminada e limpa.
Só continuo a estranhar as barracas que continuam a proliferar por aí. De repente, surge alguma nova. Não se sabe quem é que autorizou, não se sabe o critério para isto, o que se percebe é que mais uma barraca aparece pela área central.
A Comurb, em sucessivas correspondências, informa que obedece criteriosamente ao Código de Posturas. Mas será que estas barracas estão dentro de tal código? Sinceramente, sei não.
Mas não quero parecer nem ser implicante. O importante no momento é perceber que a Cidade começa a parecer mais limpa, o que é muito bom. Melhora até a disposição das pessoas, o astral. Vamos preservar isto.Local perigoso
Uma leitora, moradora na Vila Portuguesa, liga para falar sobre uma casa abandonada na rua Duque de Caxias que, segundo acredita, está servindo para abrigar menores abandonados e travestis. Ela dá até o número da casa, é no 4.753 daquela rua.
Conta que o terreno em volta está coberto pelo mato e que, para piorar, o muro que circundava o local caiu, sem que ninguém adotasse qualquer providência. Os tijolos que sobraram em consequência da queda são usados pelos menores para atirar contra pedestres e contra veículos que trafegam por lá, atingindo muitas vezes o alvo.
Revela, ainda, que são constantes as brigas entre travestis e os garotos abandonados, com xingamentos, agressões e, naturalmente, pedradas. Naturalmente também, como acontece em tais casos, segundo contou, ela e outros vizinhos já ligaram para a Prefeitura a fim de pedir providências. Nem sei se é assunto da Prefeitura ou da polícia, mas o que sei é que ninguém fez nada a respeito. Por isto é que ela procurou esta Praça, que recebe as reclamações e as publica.
A esperança é a de que, com a publicação desta reclamação, alguém adote algum tipo de providência efetiva no sentido de devolver a tranquilidade aos moradores da região, antes que aconteça algo pior. Penso que é o mínimo que as autoridades podem fazer a respeito.





