Uma nova estratégia de tratamento do mal de Parkinson, baseada no estímulo das zonas cerebrais envolvidas no controle do movimento, deu resultados ‘‘espetaculares’’ em pacientes muito atingidos pela doença, informou o neurologista Pierre Pollak, do hospital Michalon de Grenoble, de Paris. Ele é responsável pela invenção do aparelho de estimulação e o primeiro a aplicá-lo, terapia que representa, segundo diz, ‘‘a maior novidade de tratamento da doença dos últimos 30 anos’’.
Inspirado diretamente na estimulação cardíaca, este sistema permite suprimir os problemas provocados pelo mal de Parkinson, mas não cura a enfermidade em si: se o aparelho for desconectado, os sintomas reaparecem.
Durante uma operação que pode ser feita sob anestesia local, o neuro-cirurgião implanta ‘‘nas zonas cerebrais que controlam o domínio dos movimentos’’ dois eletrodos conectados a um fio que passa sob o couro cabeludo até um gerador de impulsos elétricos.
Desde 1987, 600 pacientes franceses e 600 estrangeiros se beneficiaram com a implantação do aparelho.
O sistema ‘‘Activa’’, deve ser trocado a cada sete anos.
‘‘Seu custo, 70.000 francos, é idêntico ao dos medicamentos empregados para controlar a enfermidade’’, acrescentou o cirurgião.


Leandro

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