Está sendo demolido o prédio localizado na av. Higienópolis, 1.320, pouco além da esquina com a JK, e que há tempos representava um transtorno e uma ameaça (além de enfeiar o quarteirão de uma das artérias mais importantes da cidade) aos moradores. Pois abandonado há muito tempo, o local havia se convertido em mais um ‘mocó’ (local de abrigo de crianças de rua que faziam ponto por ali, pedindo esmolas e, muitas, cheirando cola), provocando sucessivas reclamações de quantos moravam ou passavam por lá.
A demolição começou e, ao que parece, vai atingir também uma casa ao lado. É um excelente ponto que nasce valorizado.
Para os moradores das cercanias uma excelente notícia. Claro, haverá sempre quem pondere que derrubar locais abandonados não resolve o problema dos menores de rua. Todavia, não será mantendo estes pontos abandonados, para que sirvam de abrigo a todo o tipo de marginalizado, que se estará oferecendo solução para este tipo de situação. A verdade é que voltam a proliferar, pelas ruas da cidade, os menores que pedem esmola, que querem ‘guardar carros’, que passam um pano sujo no pára-brisa dos carros para ganhar uns trocados. E é certo que dar esmolas ou algum dinheiro ‘pelo serviço’ não vai resolver coisa nenhuma. É um problema social imenso que demanda ação global e que deve ser comandado por entidades específicas, com apoio da Prefeitura, do Estado.

Trânsito
Semana passada, publiquei o irado desabafo de uma leitora sobre o modo como foi tratada por um dos agentes de trânsito que estão trabalhando nas ruas de Londrina. A propósito do assunto, a Comurb enviou nota explicando que ‘os agentes de trânsito são instruídos para que o trabalho de abordagem aos cidadãos seja feito sempre com muito respeito. Até hoje, não há registro de qualquer ocorrência ou reclamação de desrespeito ou de abordagem inadequada aos motoristas que circulam pelas ruas de nossa cidade’.
Em sequência, a nota diz: ‘Se ocorre alguma infração, os agentes de trânsito são orientados a autuar o motorista, uma vez que está em vigor em todo o país o Código Nacional de Trânsito. Esclarecemos, também, que os agentes de trânsito têm acompanhamento psicológico e passam constantemente por avaliações, buscando o amadurecimento e o crescimento de seu trabalho’.
Finalizando, a Comurb informa que se coloca à disposição da leitora que reclamou e pede que ela entre em contato com a Companhia ‘para maiores esclarecimentos sobre o fato’. Se ela quiser, pode fazê-lo. Eu não o faria, até diante do próprio teor da nota que não parece ser o que devia, um pedido de desculpas a quem reclamou.

Festa italiana
Com a presença do cônsul italiano de Curitiba, sr. Gianni Piccato, realiza-se amanhã, a partir das 21 horas, no auditório do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, a 7ª edição do Capriccio Italiano, evento que já faz parte da agenda cultural de Londrina. A promoção é da Associazione Culturale Italiana di Londrina - I Bravissimi - e é parte das comemorações dos 10 anos do Intermezzo ‘Música de Câmara’. Serão interpretadas músicas italianas, eruditas e populares, além dos tradicionais cantos das montanhas. Programa para quem gosta da boa música.
Os ingressos para a festa estão à venda na Cantina da Mama, à rua Belo Horizonte, 1.168 A, e no Conservatório Musical de Londrina, situado na rua Pernambuco, 903.
Uma festa italiana, com certeza, mas aberta a todos quantos apreciam a maravilhosa música vinda da Itália. Presença certa de italianos de nascimento e de seus descendentes.
Falar nisto, uma ausência será muito sentida: a do inesquecivel Tomasso Rotondo, italiano-brasileiro que se foi há uma semana, e que deixou um vazio de saudade entre os muitos que o estimavam (entre os quais me situo). Tomasso deixou marcas profundas em Londrina, com uma passagem verdadeiramente fulgurante.

Tratamento perigoso
A medicina alternativa pode causar mais danos que benefícios no tratamento de certos tipos de câncer, segundo estudos divulgados na última edição do New England Journal of Medicine, de Boston. O primeiro grupo de pesquisa, liderado por Robert DiPaola, estudou uma mistura de oito ervas vendidas com o nome de PC-SPES, usadas para tratar o câncer de próstata. Depois do acompanhamento de oito pacientes que tomaram a beberagem, a equipe concluiu que, como nos casos em que são aplicadas hormonoterapias, a mistura havia detido a multiplicação das células cancerosas. Mas causou trombose - formação de coágulos no interior de um vaso sanguíneo - e impotência.
‘‘Nossos estudos sugerem que o PC-SPES pode ser útil no tratamento de cânceres sensíveis aos hormônios, mas oferece o risco de, quando empregado em tratamentos clássicos, perturbar seus efeitos’’, revelam.
Em carta enviada à revista, dois médicos canadenses informam sobre o caso de duas crianças, uma delas com a doença de Hodgkins e outra com um tumor no cérebro, tratadas com ervas e um preparado à base de cartilagem de tubarão. Nos dois casos, os médicos do Alberta Children’s, de Calgary (Canadá), observaram que os tumores, em vez de diminuir, chegaram a crescer, depois do recurso à medicina alternativa.

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