Ele tem apenas 17 anos, vai completar 18 em dezembro. Já foi mecânico, com 11 anos, agora trabalha em imobiliária. Mas o londrinense Douglas Roberto Soares da Silva é, mesmo, poeta. Nasceu poeta, foi o que disse aqui, quando veio mostrar seu primeiro livro, ‘Retratos’, lançado em julho. Douglas diz que não sabe porque, não entende direito, apenas sente uma compulsão para fazer poesia. Tanto assim que na dedicatória do livro que escreveu para mim, fez poesia.
Editor de si próprio, o jovem vive aquela saga dos que não só querem escrever mas desejam, o que é natural, partilhar com os outros o que escrevem. Seu livro está à disposição dos leitores na Acadêmica, na Banca do Correio. Todavia, o que funciona mesmo é o célebre ‘de mão em mão’, a venda pessoal, que não embaraça o poeta. Que, aliás, já tem novo projeto. Pretende lançar seu segundo livro em março do ano que vem, com um título que fala por si: Mulheres que fascinam. O tema está conforme com a época do pretendido lançamento: é a mulher e o livro deve estar disponível precisamente durante a Semana da Mulher de 1999.
Até lá, Douglas vai continuar escrevendo, fazendo poesia de tudo, porque, para ele, a vida com todas as suas nuances é a grande fonte de inspiração. E tudo é motivo para poetar.

Abuso na saúde

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