Praça Londrina (Estelio Feldman)
Desde que vi a primeira notícia sobre a exigência de se fixar o preço dos produtos em cada peça em exibição nos supermercados, fiquei preocupado: sabia que se esta obrigação fosse determinada, os aproveitadores de sempre iriam querer avançar sobre o bolso da gente. Não deu outra: ontem, neste jornal, saiu a notícia de que os preços dos produtos podem ter uma alta de 5% por conta desta exigência. Já estou vendo os remarcadores, espécimes que a gente pensava estarem extintos, voltando à ação.
Tem uma coisa: existem muitos supermercados em Londrina que tem os preços afixados nas mercadorias o que significa que não terão nenhum motivo para qualquer alteração de preço por conta desta medida. Quanto aos outros, penso que também não devem ir com muita sede ao pote. Estamos em uma outra época, o povo não aceita (pelo menos não deve) exploração. É bom que os responsáveis por tais estabelecimentos pensem bem na questão e não tentem abusar do consumidor. Quanto a nós, os que compramos, os mais importantes elementos na equação da economia, vamos nos acautelar e vigiar, mesmo, para não sermos vítimas da especulação. Olhar preços, comparar e até trocar de supermercado se a gente perceber o abuso é não só possível mas exigível. Nestes tempos, é até medida da mais elevada prioridade, legítima defesa, mesmo.
Fim de semana





