Praça Londrina (Estelio Feldman)
No passado, as campanhas eleitorais eram bem diferentes do que são agora. Não pensem que esta declaração tem qualquer tipo de ranço saudosista. É apenas uma constatação diante de certos fatos já observados.
A dificuldade para chegar ao eleitor era maior, os candidatos tinham que se movimentar mais, os grandes eventos eram os comícios. Hoje, com o rádio e a TV, prevalece o chamado palanque eletrônico, para os candidatos é mais fácil e barato falar ao povo pelo rádio ou pela televisão.
Até os comícios mudaram, como efeito mesmo da realidade atual: são showmícios, porque os candidatos sabem que para tirar o povo de casa é preciso oferecer outros atrativos, além da fala dos postulantes aos cargos eletivos. Quanto melhor a atração maior a possibilidade de ter público para ouvir os candidatos.
Uma coisa, porém, não mudou: a violência. Em outras épocas, rara era a campanha em que não se registravam conflitos em comícios. Segundo o noticiário, isto está se repetindo com showmícios que acabam em tiros e em mortes. A gente não pode querer vivenciar isto de novo. Campanha eleitoral não é guerra. Lamentavelmente, há candidatos que apelam, que ofendem e que criam clima para tragédias. Incumbe ao eleitor mostrar que é mais civilizado que seus candidatos.
Asfalto parado





