Praça Londrina (Estelio Feldman)
Arquivo/FolhaMuita genteNa Rodoviária, muita gente, o que é normal. No ônibus, não deveria serNão é a primeira vez que recebo queixa de leitores que precisam viajar em ônibus que fazem linha para cidades das cercanias. Os ônibus que fazem percursos mais longos não tem este problema: saem com lotação certa, só pegam passageiros que tenham lugar. Mas os que fazem linhas parando por várias cidades, saem com lotação certa mas vão pegando passageiros em todo o percurso. O mesmo em relação aos que voltam. E acabam lotados, super-lotados, carregados demais.
Domingo, segundo uma leitora, ela acabou provocando atrito em Andirá. Vinha de Ourinhos, o ônibus parou lá e começou a entrar gente. Tinha tanta gente que não cabia mais ninguém, mas ainda havia outros passageiros querendo entrar. E o responsável insistia para que as pessoas lá dentro se apertassem porque o ônibus não sairia enquanto todos não estivessem dentro. Ela diz que reclamou, com base na lei, que, como informou, estabelece um limite para os ônibus que fazem linhas intermunicipais. Exigiu que colocassem outro ônibus para transportar o excedente, entre Andirá e Cambará. Conseguiu, depois de muita discussão.
Isto, revelou ela, resolveu parte do problema. Todavia, ainda assim, segundo conta, o ônibus continuou cheio, foi pegando mais gente, uma lotação excessiva e, pensa ela, ultrapassando o que a lei estabelece.
Na ida, contou ela, aconteceu o mesmo: era fim de vestibular, o ônibus saiu cheio e foi recebendo passageiros ao longo do percurso. Segundo a leitora, pelo menos uma fiscalização precisa ser feita para evitar que ocorram abusos. E é o que tem que acontecer. Infelizmente, neste nosso Brasil, sem fiscalização poucas leis são cumpridas. O pior é que situações como a descrita ocorrem diariamente em toda parte. E ninguém faz nada. As empresas querem ganhar o máximo, e não estão certas, porque o risco aumenta e não se pode esquecer que os passageiros não são números, são gente. Mas é o que ocorre. Sem uma atuação efetiva dos agentes legais, isto vai continuar, mesmo que ocorram tragédias no caminho.





