Praça Londrina (Estelio Feldman)
Um leitor veio contar que um dos melhores retornos que tem conseguido em termos de publicidade direta é o que ocorre com a entrega de folhetos nas ruas, a chamada panfletagem. Contrata um (ou uma) jovem que entrega folhetos em esquinas ou pelo Calçadão. E percebe o retorno em seu negócio (no caso, um posto de venda de combustíveis). Todavia, revela o que considera uma distorção:
Por dois dias de trabalho, paga ao jovem 20 reais (10 por dia). Para que o garoto faça a panfletagem, gasta 56 reais na Comurb, pelos mesmos 2 dias. Ele confessa que não entende este tipo de situação, o que parece uma verdadeira exploração do trabalho do menor.
Também não entendo. Tenho repetido aqui o apoio a este tipo de trabalho, ainda mais nesta época. É a oportunidade de ganhar limpamente o dia, melhor do que pedir esmola na rua. De algum modo, isto deveria ser protegido e garantido. Mas não ser explorado por uma entidade pública que deve buscar recursos de outros modos.
O leitor até disse que não reclamaria se tivesse de pagar também os encargos trabalhistas para quem faz a panfletagem. Poderia até pagar mais aos jovens. Só que acaba explorado e mesmo desestimulado. Ademais, por causa dos encargos impostos pela Comurb, ele não repete tanto quanto gostaria a operação de panfletagem.
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