Praça Londrina (Estelio Feldman)
Esta questão dos remédios falsificados está assustando e angustiando todo mundo. No começo, a gente podia até ficar meio alheio porque parecia que era uma coisa que não dizia respeito a nós. Este é um dos curiosos efeitos das notícias que vemos (ou lemos), uma questão que, penso, deveria até merecer um estudo aprofundado: principalmente o que se vê na televisão parece coisa que acontece com os outros. É até aquela confusão que se faz com a ficção divulgada pelo mesmo veículo: notícias e novelas se confundem e a gente assiste sem pensar que as coisas noticiadas envolvem assuntos de nosso interesse.
Assim é com esta questão dos medicamentos falsificados. Estamos todos envolvidos com isto. Estamos ameaçados por este tipo de crime bárbaro. Pessoas quando lêem a relação dos remédios falsos, que está ficando cada vez maior, ficam assustadas. Qualquer um de nós pode ter, em dado momento, usado algum desses medicamentos. Pior, como revelou para mim uma leitora que é mãe, podemos ter dado uma dessas coisas a um filho ou filha.
Quanta gente piorou, por causa disto, quanta gente morreu em virtude deste crime verdadeiramente hediondo! Sem dúvida, o cidadão se sente desamparado e, também por isto, até apavorado diante desta situação. Não se trata de enfrentar um marginal armado, que pode nos matar para roubar alguma coisa, mas de ter pela frente um insidioso inimigo que põe em risco nossa vida, nossa saúde, a vida e a saúde de pessoas queridas de modo tenebroso, sem sequer mostrar a face.
Penso que juntamente com a exigência por medidas concretas das autoridades, devemos todos nós estar atentos para que não sejamos vítimas de mais esta terrível ameaça que lançaram sobre a cabeça dos brasileiros em geral.
Uma rede local de farmácias já veiculou notícias garantindo os produtos que vende. Espera-se que esteja segura e que outras façam o mesmo, em nome de nossa saúde.





