Arquivo/FolhaConfusãoVeículos demais nas ruas exigem cautela para evitar tragédiasA Federação Internacional da Cruz Vermelha informou no seu relatório anual, apresentado esta semana em Genebra, que 30 milhões de pessoas já perderam a vida em acidentes de automóvel neste século. E calcula-se que os acidentes com vítimas serão a terceira causa de morte no mundo no ano 2020. Segundo o estudo, os acidentes de trânsito causarão mais mortes no próximo século do que doenças como a tuberculose e a Aids. A maior proporção dos casos será registrada nos países em desenvolvimento, que representarão 70% das mortes.
O relatório indica que esses acidentes custam aos países em desenvolvimento quase o mesmo que recebem de ajuda dos países desenvolvidos. O crescimento constante dos índices representa para os países do Terceiro Mundo um custo anual aproximado de 53 bilhões de dólares.
No Brasil, foram registradas cerca de 28 mil mortes no trânsito em 1997. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 17 em cada grupo de 100 mil habitantes morrem atropelados por ano em São Paulo, enquanto em Nova York o mesmo índice cai para 3,9.
Estes números não podem ser vistos com a frieza das estatísticas mas precisam ser sentidos na profundidade humana. A gente precisa pensar nas 28 mil mortes, ocorridas no país em 97, no seu valor real. Vidas preciosas que se perderam, gente, pais, mães, filhos, irmãos, amigos. Não é estatística, é gente. Temos de nos rebelar contra isto, não aceitando estas projeções como fato consumado. Podemos evitar a continuação desta tragédia.
Não é tão difícil e, em verdade, depende muito de cada um, principalmente de quem dirige. Cuidado, atenção, respeito ao volante. Com isto, podemos contestar esta terrível previsão.

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