Milton DóriaDescasoNo centro é possível encontrar calçadas em péssimo estado de conservaçãoA leitora Vanda Néri envia e-mail para concordar com a opinião publicada aqui, semana passada, sobre a necessidade de mais lixeiras nas ruas da cidade. E aproveita para lembrar o que chama de ‘outras deficiências de nossa cidade’. E escreve:
‘Vi com satisfação, dias atrás, que a PML está rebaixando guias das calçadas, nas esquinas, para facilitar o trânsito de deficientes físicos, principalmente os que usam cadeira de rodas. Parabéns! Mas, (sempre tem um mas...) será que eles conseguirão transitar pelas calçadas de nossa cidade? Gostaria que os responsáveis por esse setor - os que mandam, não os que executam a obra - pegassem uma cadeira de rodas e tentassem essa proeza. Perceberiam logo que em muitos locais, muitos mesmo, eles não iriam além da esquina. Não estou legislando em causa própria, pois não sou portadora de deficiência física. Mas se nós ditos fisicamente perfeitos, temos direito de andar em calçadas bem conservadas, o que não dizer dos deficientes, que também pagam impostos...
Esta mensagem, aliás, faz eco a várias críticas que tenho recebido de leitores sobre a situação de nossas calçadas, malconservadas e causando dificuldades para os pedestres, mesmo sem qualquer deficiência física.


Comentários
Do leitor que assina Rubens, recebi correspondência eletrônica comentando alguns problemas interessantes. Primeiro, ele escreve sobre as famosas caçambas que se destinam ao recolhimento de entulhos.
Além de ‘‘estacionadas’’ perigosamente, ele assinala, ainda ocupam espaço demais. Nunca estão nos limites das vagas existentes, sempre estão no meio, não permitindo que nos espaços que sobram caiba outro veículo.
Rubens também analisa a atuação dos guardinhas da Zona Azul: ‘Já cansei de falar com os meninos e com os seus supervisores para que eles (os guardinhas) orientem o motorista que está estacionando a fim de que posicione seu carro bem próximo ao outro veículo. Normalmente, em espaço que cabem quatro carros, estão estacionados apenas dois ou três. Será que é pedir demais aos meninos?
O leitor comenta, também, a atuação da Sanepar: ‘Em Londrina, a empresa (ainda) faz questão de querer provar a todo mundo que seu negócio é buraco e que nesse assunto ela é perfeita. Ela entende que é incompatível com sua essência ser diferente. Essa empresa bem que poderia ‘‘demitir’’ um perito em buracos e contratar apenas um (nem precisa ser perito) em superfície. Os carros agradeceriam.


Sugestões
Hoje é o dia dos recados eletrônicos. Do Aparecido Carlos Vioti recebo um em que escreve que a Prefeitura de Londrina poderia disponibilizar um telefone ou e-mail para os cidadãos mandarem sugestões ou reclamações a respeito do trânsito da Cidade. ‘Entendo que os motoristas e pedestres poderão trazer muitas contribuições valiosas’, escreve, e oferece alguns exemplos:
‘A sinalização do cruzamento da Souza Naves com Avenida Bandeirantes está um horror, os motoristas da faixa 1 passam reto, fechando os carros da faixa 2 que vão em direção ao lago. Não há sinalização no final da Avenida Inglaterra, em seu cruzamento com a Rua Escócia e a Avenida Dez de Dezembro. Ninguém sabe de quem é a preferência. Sugeri a um ‘‘azulão’’ que fizessem uma faixa de pedestres do canteiro central da Alameda Miguel Blasi atravessando a Rua Prof. João Cândido e ele nem soube me dizer a quem eu poderia encaminhar a sugestão.
Aparecido Carlos assinala que ficará agradecido por alguma resposta dos órgãos competentes da Prefeitura. Como são sugestões pertinentes, penso que a melhor resposta seria a execução das idéias ou a discussão sobre a forma de resolver alguns dos problemas colocados pelo leitor.


Insegurança

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