Praça Londrina (Estelio Feldman)
O livro do padre Vitor
Cesar AugustoDedicatóriaPadre Vitor autografa seu livro: festa italiana em LondrinaForam duas festas, na terça-feira, no Crystal Palace Hotel. A Associazione Culturale Italiana di Londrina comemorou naquele dia a Festa da República Italiana. Ao mesmo tempo, ocorreu o lançamento do novo livro do padre Vitor Groppelli, italiano, que está na Arquidiocese de Londrina há mais de um quarto de século (começou sua atividade religiosa em Porecatu, em 1972). O livro ‘Nas veias do tempo’ tem textos sempre com enfoque religioso, poesias e peças teatrais, alguns escritos em português, outros em italiano.
As duas celebrações reuniram muita gente, não apenas da colônia italiana mas também pessoas ligadas à Igreja, amigos e admiradores de padre Vitor. Dom Albano Cavallin, arcebispo metropolitano, homenageado pelo autor, fez por seu turno uma saudação carinhosa e profunda ao autor, revelando, em poucas palavras, as muitas facetas da personalidade de monsenhor Vitor. Religiosos e religiosas, amigos conquistados ao longo de mais de 25 anos de trabalho apostólico na região, membros dos mais diferentes movimentos da Igreja se confraternizaram, em um ambiente muito aconchegante. Como era natural, queijo e vinho para os convidados e a música de Tânia Vaz e Sandro Vasconcelos - música italiana, naturalmente.Albergue
Para arrecadar recursos, o Albergue Noturno vai realizar, amanhã, a partir de 14h30, na Loja Maçônica da rua Alagoas, uma ‘Tarde do Achocolatado’, mais popularmente falando, um bingo. A promoção está agendada há tempos e representa uma possibilidade de melhorar um pouco a situação financeira da entidade que tanto serviços presta aos mais desafortunados.
Se a situação do Albergue era difícil, ficou pior devido a um incidente. Há alguns dias, uma pessoa comprou grande partida de leite Marcial e mandou entregar no Albergue. Não era doação da empresa, mas de um benemérito. Veio o caminhão com a carga e, ao entrar, o acidente: o veículo bateu no portão e provocou um estrago. Os responsáveis autorizaram o Albergue a fazer o reparo, que custou 630 reais. Agora, ninguém quer pagar. A Marcial alega que a entrega é terceirizada, logo a responsabilidade é de quem a fez. Os entregadores respondem que quem é responsável é a empresa produtora de leite. E ninguém paga a conta.
Assim, além de tantas outras coisas, o Albergue ainda precisa pagar o conserto porque os 630 reais vão fazer falta para outras necessidades. Se alguém quiser ajudar, pode fazer depósitos na agência 1212 do Banco do Brasil, conta 7951/0.Pedestres
Alguns leitores reclamam que escrevo muito a respeito da situação dos pedestres. Mas outros, como um que esteve aqui esta semana, pensam que é preciso comentar mais o assunto porque, como ele assinalou, Londrina tem um trânsito feito só para os carros. ‘O pedestre está abandonado e vive em constante perigo’, diz ele. Em defesa da tese sobre a importância de quem anda a pé, o leitor ponderou que, embora Londrina tenha tantos veículos que toda a população caberia neles, é certo que em dado momento todas as pessoas acabam sendo pedestres.
Para ilustrar o drama, ele disse que é uma experiência lancinante tentar atravessar certas ruas da Cidade. Citou especificamente as grandes avenidas, como a JK e a Higienópolis. E citou que em alguns pontos há semáforo para pedestres só em um lado. Daí, quando o pedestre chega no meio da avenida, começa o drama: há carros em todos os sentidos e atravessar se torna uma perigosa aventura.
No entendimento do leitor, o trânsito em Londrina está todo formulado em função dos veículos. Nisto está, conforme considera, o grande problema. Resolver isto pode ser difícil mas não é impossível, desde que, claro, haja mudança de enfoque, dando-se maior atenção ao problema dos pedestres.Energia garantida na Copa
Os brasileiros estão preocupados com a seleção de futebol que começa a disputar a Copa do Mundo na próxima semana. Até agora, os 150 milhões de técnicos do País não estão convencidos da capacidade técnica dos comandados de Zagallo. A preocupação é grande. Mas, pelo menos, com uma coisa os torcedores não vão precisar se preocupar: com a energia elétrica.
A eletricidade é vital nos dias (pelo menos na hora) dos jogos. Porque sem ela como é que a gente vai assistir aos jogos? Por causa disto, enquanto a gente vai estar de olho na TV, os funcionários das empresas de energia elétrica vão deixar a partida em segundo plano, prestando atenção nas oscilações de consumo que acontecem nestes dias. Quando começa o jogo, o consumo cai violentamente para, ao final da disputa, voltar ao normal. Se essas mudanças de tensão na rede de transmissão não forem bem realizadas, pode haver blecaute.
Os técnicos do setor garantem, no entanto, que tudo está previsto para funcionar bem e, a não ser que ocorram acidentes graves, o torcedor brasileiro pode ter certeza que vai contar com a energia elétrica para acompanhar tgodos os jogos da Seleção. Vai ter de se preocupar apenas com o time de Zagallo.

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