Praça Londrina (Estelio Feldman)
O livro de padre Vitor
Arquivo particularO autorPadre Vitor (à direita) com o cônsul italiano Gianni Piccato
Na Festa della Repubblica Italiana, que a Associazione Culturale Italiana de Londrina promove hoje, ocorrerá o lançamento do livro de Monsenhor Vitor Groppelli, que é o vigário geral da Arquidiocese de Londrina e que para todos os que o conhecem e estimam (e uma coisa é consequência da outra) é conhecido como Padre Vitor. Ele é, como penso todos sabem, italiano. E o livro que vai lançar hoje tem textos em italiano e em português. Aliás, tem também um título em italiano, ‘Gesú e gli altri’ e outro em português, ‘Nas veias do tempo’. Isto significa que mesmo o leitor não versado em italiano terá muito o que ler.
Padre Vitor usa a literatura na linha de sua vocação religiosa. São histórias de ficção de cunho religioso, no estilo de parabólas evangélicas. E inclui também no seu trabalho poesias e peças teatrais. Com rara sensibilidade, o autor consegue levar o leitor a pensar, o que é sem dúvida uma das mais importantes coisas que a literatura pode oferecer.
O lançamento vai acontecer no Crystal Palace Hotel, a partir de 20h30, em um ambiente tipicamente italiano com queijos, vinhos e a fantástica música da terra de tantos gênios musicais. O livro acaba sendo um importante complemento. Depois do lançamento, claro, Padre Vitor estará autografando seu livro.Concurso
Uma leitora me procurou para reclamar da exigência de pagamento por parte das pessoas que pretendem fazer concurso na Prefeitura de Londrina. Sem discutir o valor - considerando porém que, hoje, ainda mais para quem está procurando um emprego, qualquer quantia pesa no orçamento - ela ponderou entender que a impressão que fica é a de que se pretende aproveitar a oportunidade para tirar dinheiro do povo. Quanto à alegação segundo a qual existe um custo para a realização do concurso, ela pondera que, em seu entendimento, a prefeitura deveria usar seus próprios recursos para evitar explorar ainda mais os interessados. Inclusive porque a maioria paga e não passa. E a prefeitura não devolve.
Ela também falou sobre uma questão muito mais séria: assinalou que as pessoas que esperavam na fila para fazer a inscrição ouviam gente comentando que ‘já estavam de posse das provas’, ou que ‘já sabiam as respostas’. Claro, é uma coisa que se ouve com muita frequência. E que dificilmente se prova. Todavia, já é por si alguma coisa que desestimula ainda mais, sem levar em conta que o concurso público, para qualquer coisa, deveria estar acima de qualquer tipo de suspeita. Este tipo de coisa desestimula ainda mais quem vai tentar (pagando) conseguir uma vaga.Estacionamento
O sr. Laércio ligou para a Praça a fim de reclamar de duas coisas relativas ao estacionamento de veículos nas proximidades do Terminal Urbano. Primeiro, a proibição de parar a estacionar na rua Professor João Cândido. Ali, segundo diz, existe necessidade de um local para parada, ainda que curta, seja para deixar um passageiro ou para permitir que alguém vá comprar passes no Terminal. A segunda queixa se refere ao estabelecimento de uma privativa de estacionamento, para a Comurb, na Avenida Rio de Janeiro.
Ele entende que uma das duas coisas deveria ser feita: ou permitir paradas numa rua ou abrir o local agora considerado privativo para o uso do público. Afinal - o sr. Laércio insiste - a principal preocupação dos responsáveis deveria ser no sentido de oferecer facilidades para o público e não cuidar de estabelecer privilégios em causa própria.
Para o leitor, o estabelecimento de locais privativos para estacionamento, constitui, além de tudo, um abuso, além de ser uma forma de discriminação contra o público em geral. Contraria, conforme pondera ele, a própria essência da cidadania, oferecendo privilégios aos governantes em detrimento dos interesses da maioria.Preços dos alimentos
Quem faz compras periodicamente não precisa ler os jornais para saber o que vem sendo noticiado: os preços dos alimentos estão subindo, nos últimos tempos. A cesta básica, conforme li ontem, está atingindo os níveis mais altos desde o lançamento do real. Sem ler, já o tinha percebido no supermercado.
Entretanto - e por isto entendo que a ação individual é mais importante - notei na última sexta-feira uma queda de preços no supermercado que frequento todas as semanas. O ‘sacolão’, que tinha subido, voltou aos valores de antes, alguns produtos também registraram queda, até mesmo o refrigerante que consumo. Isto nos leva à percepção de que é preciso ter atenção, cuidado e manter a disposição de não ser explorado. Existem produtos que estão subindo mesmo e que são essenciais para quase todos, como arroz e feijão. Neste caso, o problema é quase de economia doméstica. Já o óleo de soja está baixando. E no capítulo de frutas, legumes e verduras, persiste aquela idéia: os produtos de época sempre são mais baratos.
De modo geral, como a lei de oferta e procura parece estar forte nesta época de estabilização, o consumidor ainda tem força: se achar produtos caros, deixe-os na prateleira. Normalmente, acabam baixando.

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