Praça Londrina (Estélio Feldman)

Pedestre preterido
Dorico da SilvaPerigo à vistaEstacionamento na calçada: pedestre é obrigado a passar pela ruaNem precisa fazer pesquisa para saber que um dos maiores problemas para o comércio, principalmente no centro, é o do estacionamento. Com a situação que existe, é difícil para qualquer um estacionar o carro. E se não estaciona, claro, não desce, não vai à loja, não compra.
Entretanto, a solução encontrada para isto por um conjunto de lojas na esquina da Goiás com Mato Grosso não parece o mais correto. Ali fizeram, simplesmente, o estacionamento na calçada. Tem um espaço, diante das lojas, possui até uma placa indicando o ‘caminho’ para os pedestres.
Mas, sem dúvida, a alternativa encontrada constitui um desrespeito a este ser tão perseguido ultimamente, o pedestre que, porém, é vital para o comércio. Pois, a não ser em drive-in, a gente só entra em loja a pé.
O espaço reservado para os pedestres, ali, não é o adequado. Até meio forçado. Pior é que o modo como a coisa foi feita torna perigosa a situação para quem está na rua. A pessoa vai descendo (ou subindo) a rua Goiás e, de repente, se vê sem espaço, por causa do estacionamento. Vai para a rua e, daí, pode até ser atropelada.Verde-amarelo
Diante da proximidade da Copa do Mundo e levando em conta que nesta época há uma avalanche de verde-amarelo, uma leitora me procurou para expor sua preocupação ante uma coisa que viu e que considerou um excesso: saias curtas e shorts estilizados com a bandeira do Brasil.
Insistindo em que considera importante esta manifestação que mistura esporte e cidadania, e ponderando inclusive que nestas ocasiões muita gente consegue um ganho extra seja produzindo coisas ou as vendendo, a leitora porém insiste em ponderar que usar o verde-amarelo, e também o azul e branco, é bom, mas colocar a bandeira numa saia curta, num short (você já pensou? A pessoa senta em cima da bandeira!) não lhe parece muito, digamos, apropriado.
Bandeirinhas nas mãos das crianças, nos carros, bandeironas nos estádios ou nas ruas, nas janelas dos prédios, tudo bem, a leitora concorda. O que a preocupa são certos usos que deturpam o símbolo nacional. Até mesmo aquele negócio de a pessoa se enrolar na bandeira a leitora desaprova.
Antigamente, havia normas severas para o uso da bandeira. Os tempos são outros, mas concordo com a leitora quando pondera que é preciso um mínimo de respeito com ela.Preços
Conforme portaria do Ministério da Justiça, agora os estabelecimentos comerciais devem expor o preço dos produtos à venda, mesmo que eles venham com código de barra. Em princípio, pessoalmente, fiquei em dúvida.
Afinal, nos supermercados, por exemplo, o preço está na gôndola. E, ademais, pôr o preço implica em mais despesa para os donos, o que pode refletir no bolso do consumidor.
Entretanto, uma leitora me ligou ontem para se mostrar entusiasmada com a iniciativa. E foi além: ela sugeriu que também se exigisse que os estabelecimentos comerciais afixassem os preços dos produtos em vitrines. Segundo ela, isto facilitaria muito para todos. A pessoa passa na rua, vê uma coisa na vitrine que gosta e, tendo o preço, já sabe se pode ou não comprar. Sem preço, é preciso entrar na loja, procurar uma informação, perder o pouco tempo que tem.
No caso das vitrines, aliás, creio que é até do interesse do comerciante expor o preço e até as condições. Claro, pode até haver uma justificativa para não expor o preço: o interessado entra na loja, se não levar o que viu talvez compre outra coisa. Entretanto, como hoje a lei é fazer o que o consumidor quer, penso que a sugestão da leitora deve merecer atenção. O negócio é fazer tudo para atrair o cliente.Ônibus para a UEL
Hoje, parece, o dia é das leitoras. Pois uma jovem, que faz cursinho na UEL, me procurou para falar sobre o drama que vivem os que têm de ir à Universidade no sábado. Durante a semana, ela explicou, há várias linhas de ônibus. Mas no sábado, principalmente à tarde, os estudantes têm que usar o 307, que vai lotado. O outro, o da linha 304, segundo ela explicou, faz um percurso pior.
Entretanto, o problema não é o da superlotação, embora isto também incomode. Conforme a jovem disse, há também alguns ‘passageiros especiais’ nos coletivos, aqueles que a gente costuma chamar, delicadamente, de ‘amigos do alheio’. Ou, para quem não entendeu, ladrões, mesmo. Eles afanam as carteiras dos estudantes. A leitora revelou que, só no último sábado, três moças foram furtadas dentro do transporte coletivo.
Em seu entendimento, o mínimo que se deveria garantir aos passageiros, ainda mais pelo fato de que vão espremidos nos coletivos, é segurança. Na verdade, a empresa, quando permite a superlotação, está é ajudando os larápios. E devia pensar nos passageiros que querem chegar ao local de destino inteiros e com suas carteiras intactas. O que, sem qualquer dúvida, não é pedir demais.

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