Praça Londrina (Estélio Feldman)
Horário dos bancos
Arquivo FolhaSem remédioFila nos bancos: lei municipal não vai mudar esta situação
Sabem os que me acompanham que sou dos maiores críticos ao atual horário dos bancos, em Londrina. Na verdade, não sou favorável apenas à volta do horário antigo, a partir das 10 da manhã, mas defendo uma simples questão: bancos deveriam funcionar exatamente no mesmo horário do comércio. Inclusive por segurança. Vejam vocês, o estabelecimento comercial fecha às 6 ou 7 da noite, muitas vezes fica com dinheiro em caixa, porque o banco está fechado. Um convite a mais para os assaltantes. Quer dizer, no meu modo de entender, banco tinha é que trabalhar das 8 às 18, no mínimo.
Entretanto, há um detalhe: a lei municipal que determinou que os bancos abram às 10, em Londrina, não me parece válida. A Comissão de Constituição da Câmara considerou-a inconsticional. É uma questão de jurisdição: pelo que sei, horário de banco é coisa de competência federal. É assim como a história das tarifas dos ônibus. Mesmo quando o Governo Federal determinou congelamento de preços e salários, as Prefeituras aumentaram as tarifas porque isto é de competência municipal.
O que se cria com esta lei e com as multas e ameaças é uma falta expectativa. Penso que o modo adequado seria a pressão sobre nossos representantes em nível federal (deputados federais e senadores) para que mudassem a lei. É um caminho mais longo, mas é o lógico e o legal.Cinema Café
Um jovem leitor, chamado Maurício, veio até aqui muito revoltado para contar o que aconteceu com ele, e com sua namorada, quando, no sábado da semana passada, foi ao Cinema Café para uma agradável (é o que ambos esperavam) diversão. Ele pagou 15 reais por ingresso (isto porque comprou antecipadamente) mas a antecipação não valeu nada, na porta. Enfrentou uma fila imensa para entrar, debaixo do sereno. Enquanto a fila não andava, ele e alguns amigos tomavam um uísque. Aí começou a dificuldade. Na porta, um truculento segurança informava que ‘bebida não entra’. Mauricio disse que não teve tempo de explicar que era só uma dose, foi empurrado com brutalidade. Enfim, sem bebida, acabou entrando.
Fim do drama, começo da diversão? Não. Se lá fora havia fila, dentro era uma multidão enorme, um amontoamento terrível. Foi difícil encontrar um lugarzinho (valendo lembrar que o show para o qual pagou ingresso já havia começado). E como não se podia levar bebidas, o remédio era comprá-las ali. Outra aventura, fila, dificuldade, garçons incompetentes, preço abusivo. Para piorar, contou, os seguranças que estavam lá fora faziam falta lá dentro: ele viu duas brigas, sem que ninguém resolvesse coisa alguma.Pedestres
Bem que antecipei esta semana: estão querendo transformar o pedestre no principal vilão do trânsito. Na quarta-feira, no ‘Jornal Nacional’, uma reportagem mostrava as irregularidades cometidas pelos pedestres. Houve até um segmento para os motoristas que se queixavam que eles são multados e os pedestres, não. Também se informou que vão começar as punições para quem anda errado...
Claro, não discuto a necessidade de educação para o trânsito e também o fato de que o pedestre precisa igualmente respeitar a lei. Ocorre, porém, que é preciso que se mantenha a dimensão exata da questão: o pedestre leva enorme desvantagem quando colocado diante de um carro, caminhão ou ônibus. E esta tentativa de mudar as coisas é perigosa: estamos dando aos carros uma preferência que deveria ser dos seres humanos.
Depois, como é que fica a situação quando se sabe que faltam elementos concretos para garantir a aplicação da lei? O pedestre só deve atravessar rua na faixa de segurança. Mas e quando ela não existe, caso da maioria das artérias de Londrina e do resto do País? Pelo que vi na reportagem do ‘JN’, vão começar a multar até ‘pedestre bêbado’. E os motoristas alcoolizados, vão virar vítimas?Professora ausente
Em vários colégios estaduais de Londrina está sendo oferecido um curso de idiomas, com duração de dois anos e que tem uma natural procura. No Marcelino Champagnat, naturalmente, existe este curso. Mas, conforme uma leitora denunciou pessoalmente aqui, está acontecendo uma coisa estranha no curso de espanhol ministrado naquele colégio. Ocorre que a professora, que ministra (ou ministrava) aulas às terças e quintas-feiras, no período vespertino, não aparece há mais de um mês. Ninguém, entre os alunos, sabe o que está acontecendo. Vão à aula e, simplesmente, a professora não aparece. Segundo a leitora, o responsável pelo curso não dá a mínima satisfação aos alunos. Também a direção do estabelecimento está silenciosa.
Pior é que o curso deveria terminar em julho. Agora, com a falta de professora, ninguém sabe o que vai acontecer. Segundo a leitora, fala-se, sem confirmação, que, para garantir o encerramento do curso no prazo devido, na possibilidade de se dar aulas aos sábados. Esta solução, porém, não agrada porque muitos dos alunos teriam dificuldades de ir à escola naquele dia.
É de lamentar que uma idéia tão boa seja assim prejudicada sem que ninguém resolva ou justifique.

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