Praça Londrina Estélio Feldman

Concorrência no trânsito
Dorico da SilvaEstorvoCaçamba no local de estacionamento, atrapalhando muita gente
Um dos muitos dramas de quem dirige carro, em Londrina, é estacionar, especialmente no centro. Há muitos carros e poucas vagas. Inclusive sugiro sempre que as pessoas usem estacionamentos. Existem muitos na área central e alguns deles cobram barato: ainda é possível estacionar por 1 real a hora, o que pode valer a pena, inclusive pela segurança que isto oferece.
Tem porém quem ache caro e prefira deixar o carro na rua, mesmo nas vagas da chamada ‘Faixa Azul’, que é mais barata. Todavia, a partir de certa hora, é difícil achar lugar mesmo ali. E, para complicar, conforme queixa que tenho recebido, os veículos estão enfrentando uma concorrência para estacionar: as famosas caçambas, que proliferam não só no centro mas por todos os cantos da Cidade. Penso que as caçambas são importantes e até indicam atividade, notadamente na área de construção. Mas concordo quando dizem que elas estão atrapalhando.
Uma, inclusive, tem sido colocada ao lado do Bosque, bem numa área de estacionamento pago. Ocupa espaço e cria dificuldades para os motoristas. Um entrave. Creio que esta questão das caçambas deveria ser regulamentada e que elas não deveriam disputar o pouco espaço com os carros que precisam estacionar nas ruas centrais.Socorro!
Na noite de terça-feira, uma leitora telefonou para destacar, como disse, a rapidez e eficiência no atendimento prestado pelo Siate a um jovem que tentava se atirar do alto de um prédio, na região central. Ela contou que o Siate chegou rapidamente, após a chamada, e com a ajuda de homens e equipamentos do Corpo de Bombeiros, conseguiu demover o jovem de seu aparente intento suicida, conduzindo-o depois a um hospital. Enfaticamente, a leitora reiterou o pedido, ponderando que o reconhecimento do trabalho de um órgão tão importante constitui, também, tarefa da imprensa.
Concordo. Não estamos aqui só para criticar. Pelo contrário, a vontade seria a de elogiar, sempre. Infelizmente, o que até se compreende, dada a natureza humana, a gente recebe muito mais queixas e reclamações do que elogios. Entretanto, não é só bom mas importante reconhecer o trabalho que o Siate vem prestando à população, atendendo rápida e eficientemente as emergências. Na verdade, neste aspecto, Londrina está melhorando. Além do Siate, também se conta com o TEC, que envia ambulâncias para atender pessoas em suas casas. Falta que as ambulâncias também levem de volta doentes quando são liberados do hospital.Jogo
Outra leitora ligou para falar sobre uma situação que tem acompanhado das janelas de seu apartamento, localizado na área central e diante de um ponto de ônibus. Revela que periodicamente vê ali alguns espertalhões realizando o famoso ‘jogo das tampinhas’, uma modalidade de logro muito comum que lesa pessoas simples. Revela que fica triste por ver gente sendo enganada pelos espertalhões que ficam de tocaia para apanhar os otários. Para quem não sabe, o tal jogo das tampinhas é um truque, feito por duas pessoas, que agem em conluio mas que, aparentemente, são estranhas entre si. Atraem o incauto e o acabam lesando.
A leitora disse ficar ainda mais angustiada porque quando procurou a polícia para denunciar a prática foi informada que não havia o que fazer, uma vez que não se tratava de crime. Penso que, se não for crime, é contravenção. Afinal, não creio que seja legal alguém ficar jogando a dinheiro, na rua. Podemos não reclamar de um jogo de baralho entre aposentados, que de fato não é exploração mas passatempo. Mas o tal jogo das tampinhas é golpe. Deve ser coibido.
Na verdade, penso que a polícia nem precisa fazer muita coisa. É só ter policial andando pela Cidade, que já inibe a ação dos vigaristas e de muitos marginais.Cerveja no VGD
Um leitor contou que testemunhou, domingo passado, no VGD, durante Portuguesa Londrinense x Malutron, pela Série A-2 do Paranaense, a venda de cerveja em lata para os espectadores.
Há muito tempo deixei de frequentar estádios de futebol, principalmente por causa da violência, dos torcedores, da insegurança que isto passa. No meu modo de ver, bebidas alcoólicas nem deveriam ser vendidas em estádios ou ginásios de esportes. Mas, como isto parece impossível, a idéia de não vendê-las em garrafas, nem em latas, passando o líquido para um saco de plástico ou um copo descartável é uma alternativa. Aumenta a sujeira, mas reduz o risco.
Só que isto não aconteceu no VGD. Vendiam a cerveja com lata e tudo. E a consequência, claro, nem seria preciso citar: muitas latas - algumas vazias, outras cheias de sabe-se lá o quê - foram lançadas dentro do campo contra (claro) o juiz e auxiliares.
Tipo de coisa que pode ser facilmente evitável e que deveria fazer parte da mais simples preocupação de quem cuida da segurança. Não se faz e, depois, se reclama que o público está fugindo dos campos de futebol. Pelo menos em casa, vendo pela TV, a gente não corre o risco de levar pedrada, cassetada ou lata de cerveja na cabeça.

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