Praça Londrina (Estélio Feldman)
Praça Londrina Estélio FeldmanA placa que não vale
André Teixeira
IlusãoA placa é clara em seus propósitos: pena que não vale nadaAeroporto, vocês sabem, não é apenas o lugar em que as pessoas embarcam ou desembarcam de algum vôo. Também é um local procurado por quem vai passear (ver avião, em Congonhas, era uma diversão de milhares de paulistanos nos fins de semana, na época em que morei em São Paulo) e, também, serve para recepção a gente importante que vem para a cidade.
Devido a essa última atividade, a imprensa vai muito até lá. Também por isso, ao que se supunha, há no aeroporto de Londrina um local de estacionamento exclusivo para a imprensa, com placa e tudo.
Mas, como ficaram sabendo os membros de uma equipe do jornal que foi estes dias ao aeroporto, a placa que indica privativo da imprensa não vale nada. Foi o que uma pessoa, responsável pelo estacionamento, disse ao motorista que queria estacionar lá o carro do jornal e não pôde, porque o espaço estava ocupado. O guarda do local teve até uma frase antológica: Isso aqui é uma placa que não é placa. Traduzindo, ela deve ter querido dizer que a placa não valeu nem o esforço feito para instalá-la. Coisa típica de um país em que desrespeitar a sinalização faz parte mesmo da cultura.Escuridão
Inverno se aproximando, noites mais longas. Está ficando escuro cada vez mais cedo, o que é normal. O problema, porém, é que as ruas de Londrina estão mais escuras do que deviam. Não falo das avenidas, bem iluminadas na maioria, mas das outras artérias, tanto no centro como nos bairros mais distantes.
Há, a gente sabe, uma série de problemas. Temos árvores muito frondosas que cobrem as lâmpadas dos postes, temos postes com lâmpadas queimadas, há um monte de coisas a considerar. O mais importante é a percepção de que desculpas não resolvem e a falta de iluminação constitui, também, fator a aumentar a insegurança. E, como temos visto e ouvido, as autoridades estaduais estão se mostrando, finalmente, preocupadas com a segurança pública.
O que se reclama, no caso, é um trabalho efetivo em todos os sentidos. Estamos na época de poda de árvores (dizem que isto só se pode fazer em mês que não tem a letra r no nome) e esse tipo de ação ajudaria bastante. Também é exigível um trabalho permanente de manutenção dos postes, substituição das lâmpadas queimadas e, até, de aumento nas áreas de iluminação pública. Afinal, nós pagamos também por isso. Temos o direito (e o dever) de exigir.Bancos
Não pensem que tenho alguma coisa contra os bancos (ou a favor deles). Se eles estão sendo muito comentados na Praça é porque os leitores me procuram, falam dos mais diversos assuntos relativos às agências bancárias. E como para mim são os leitores os que fazem a Praça, apresento mais uma questão.
Um leitor ligou para relatar sua experiência: foi a uma agência do Banco do Estado com um saco cheio de moedas. Na porta, aquelas que existem agora para garantir que ninguém entre armado, ele pegou o saco e colocou no lugar devido. É aquele espaço no qual mandam a gente por a chave, quando há algum problema. Foi fácil, ele passou e entrou no banco. Então, pensou: Assim como eu entrei com as moedas, alguém pode entrar com uma ou mais armas. É só colocar numa sacola igual a essa. Então, foi falar com um policial que estava no banco, para ponderar sobre o risco. E ouviu como resposta: Errar é humano. Ficou pasmo.
Para o leitor, como para qualquer um, a questão não deve merecer apenas um tipo de comentário filosófico. Não é nada agradável estar em um banco no momento de um assalto. E, seguramente, não será com tiradas filosóficas que se poderá resolver o problema.Leonardo vai embora
O fenômeno Leonardo DiCaprio, protagonista de Titanic e de O Homem da Máscara de Ferro, está deixando as telas de Londrina. Os dois filmes que ele estrela terminaram, ontem, sua carreira na Cidade, sendo que o segundo, aliás, não fez aqui tanto sucesso quanto o primeiro.
O Titanic fez sucesso não por causa dos atores. Os 14 Oscars foram um reconhecimento à técnica, arte, capacidade - não aos intérpretes. O filme foi visto, em Londrina, por mais da metade da população da Cidade (mais de 250 mil espectadores, segundo levantamento feito há duas semanas). Já o filme em que Leonardo faz dois papéis, o da máscara de ferro, não atraiu tanto. Quem explica? Esse negócio de sucesso, ainda mais em termos de cinema, é complicado. Por vezes um filme com enorme orçamento naufraga. Em outras, um filme barato explode na bilheteria.
De qualquer modo, há novos filmes em cartaz, nos cinco cinemas da Cidade (não conto o Ouro Verde, que está sem programação cinematográfica nestes dias). Como não são tão chamativos quanto o Titanic, vão atrair mesmo é o público usual, aqueles que gostam de ir ao cinema sempre. Aqueles que, em verdade, apreciam a sétima arte.





