Praça Londrina (Estélio Feldman)
Praça Londrina (Estélio Feldman)
Medo na rua Mato Grosso
Milton Dória
ClarezaO sinal de trânsito é claro em sua determinação. Falta obediênciaMoradora da Rua Mato Grosso, na área central da Cidade, me procura para falar sobre os riscos que correm os que trafegam por aquela artéria, especialmente do trecho que começa na esquina com a avenida JK em diante. Os motoristas entram pelas transversais de modo irresponsável, cortando à frente de quem vem pela rua e criando uma situação de potencial perigo, disse ela. E lembrou que, com a mudança ocorrida recentemente, quando a rua voltou a ter mão única em toda extensão (antes a rua mudava de mão na esquina da Goiás), o trânsito ali ficou mais perigoso.
Uma coisa que a leitora comentou chamou a atenção: em todas as transversais da Rua Mato Grosso, que é preferencial, há placas com a ordem de Pare. Isso, em tese, deveria dar mais segurança para todos. Mas, como todos nós sabemos, a maioria dos motoristas não parece entender que Pare quer dizer exatamente isso. Muitos diminuem um pouco a velocidade, e entram de qualquer maneira. Daí o risco e, muitas vezes, os acidentes. Que podem ser perfeitamente evitados, lá como em tantos outros cruzamentos da cidade, apenas com o respeito, por parte dos motoristas, da sinalização e das leis de trânsito.Semáforos
Comentando as informações sobre a ação da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) na reposição de lâmpadas queimadas e na preservação em geral dos semáforos, um leitor ligou para reiterar o protesto pela falta de sincronização dos sinaleiros que - conforme ponderou - prejudica demais o trânsito.
Penso que a questão da sincronização dos semáforos não é da Comurb, mas do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). De qualquer modo, a reclamação é procedente, sendo que já não é a primeira vez que abordo o assunto, sem qualquer resposta. Penso, como o leitor, que uma adequada sincronização dos semáforos ajuda o trânsito, pois garante maior fluência dos carros. Não se trata de pretender que os motoristas possam correr mais, mas de entender que a situação que existe em muitas ruas, obrigando a paradas de quadra em quadra. Ruim para todos.
O leitor disse que notou esta falta de sincronia há pelo menos quatro meses e disse entender que não seria difícil resolver o problema, ao menos em parte, desde que houvesse vontade. Todavia, pelo que ouvi falar, o que está faltando mesmo é isso: vontade de resolver o problema. Já me disseram até que a falta de sincronização é proposital, como meio de reduzir a velocidade dos carros.Projeto Sivam
O coronel aviador Teomar Fonseca Quírico faz hoje, no auditório do Crystal Palace Hotel, a partir das 20 horas, palestra sobre o Sistema de Vigilância da Amazônia - Projeto Sivam. A promoção é da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), representação de Londrina. O evento é coordenado por Ricardo Prochet, que retornou recentemente do Rio de Janeiro e está participando das atividades programadas pelo atual representante da Adesg, em Londrina, o reitor da Unopar, Marco Antonio Laffranchi.
A palestra é aberta não apenas para os membros da Adesg mas para todos os interessados. A entrada é franca. Trata-se, aliás, de um tema de enorme interesse e relevância. Há alguns meses, como se recorda, o projeto Sivam foi alvo de críticas e até de suspeitas. E a gente, mesmo estando tão distante da Amazônia não pode, simplesmente, considerar que o problema não nos afeta, que nada temos com o assunto. Penso que tudo o que envolve as coisas ligadas ao Brasil, notadamente a segurança nacional, interessa a cada um.
Seguramente, o coronel Teomar Fonseca oferecerá a todos quantos assistam à palestra esclarecimentos valiosos e informações pertinentes de um assunto que merece ser conhecido em profundidade pelos brasileiros.BB e cheques - 2
Semana passada, publiquei aqui a reclamação do gerente da filial local das Lojas Riachuelo sobre o fato de o Banco do Brasil não ter aceitado, para pagamento de um tributo, cheque de outro banco. Na sexta-feira, acabei recebendo outra reclamação. Tudo igual: o leitor conta que foi ao Banco do Brasil para pagar uma guia da Previdência e que, depois de meia hora, mais ou menos, foi informado ao tentar pagar que não o poderia fazer com cheque de outro banco. Disseram-lhe que é lei federal, no que ele não acredita.
Na verdade, se houver norma nesse sentido, é estúpida e absurda. Se o contribuinte tem que pagar um tributo só no Banco do Brasil, o estabelecimento - que afinal é o principal do País - tem que aceitar cheque em pagamento. Agir de modo diferente é um desrespeito ao instituto do cheque, além de constituir um fator adicional de insegurança. Porque o que se exige é que a pessoa vá ao banco em que tem conta, pegue dinheiro e se dirija ao BB a fim de pagar o imposto, contribuição ou o que seja. Simplesmente inconcebível, um tipo de prática que não se poderia esperar, principalmente do Banco do Brasil.





