Praça Londrina (Estelio Feldman)
Praça Londrina (Estelio Feldman)
Ameaça ao trânsito
O representante comercial Cláudio Roberto Melem, que mora no Jardim Albatroz, em Londrina, estava se dirigindo, no último dia do mês passado, ao Hospital Zona Norte a fim de visitar médicos. É seu trabalho. Foi estacionar o carro, na rua Odilon Braga, lá no Conjunto Violin. E, de repente, a armadilha: a roda do veículo caiu, literalmente, na boca-de-lobo aberta que existe ali, há tempos. Ao invés de trabalho, prejuízo: Cláudio acabou gastando R$ 460,00 para pagar os reparos necessários no seu veículo.
Agora, justificadamente, Cláudio está pretendendo acionar a prefeitura para ser ressarcido do prejuízo. Está certo. Como ele conseguiu saber de algumas pessoas, faz tempo que a boca-de-lobo está sem tampa e muita gente já teve problemas ali, por causa disto. Um absurdo, uma falta de atenção do poder público que tem de zelar pela conservação das vias públicas, que não pode permitir situações de ameaça como esta.
O sr. Cláudio está certo em sua ira e correto na intenção de acionar o poder público. É o que se chama de defesa da cidadania. Penso que todos temos de exigir do poder público mais cuidado para evitar coisas deste tipo. Porque é verdade que, no fim, se a prefeitura tiver de indenizar o dono do carro, quem paga a conta somos nós, contribuintes. Susto
Ainda assustado, um leitor ligou para falar sobre a ação irresponsável do motorista de uma Kombi que quase o atropelou, na esquina das ruas Piauí e Professor João Cândido, segunda-feira, pelas 18 horas. Ali, explica, existe um sinaleiro para pedestres que fica poucos segundos aberto. A gente precisa andar depressa, para aproveitar a luz verde, ele contou.
O que aconteceu, conforme a narração do leitor, foi o seguinte: o sinal fechou para os carros que subiam a rua Piauí e abriu para os pedestres que iam atravessar a rua Professor João Cândido. Na mesma hora, uma Kombi, parada no outro quarteirão, saiu a toda. Eu, que estava passando, apontei o sinal aberto, para os pedestres, mas não adiantou nada. Se não corro, acabo reclamando é de um leito no hospital.
Tão assustado ficou que ele não conseguiu sequer anotar a placa do veículo. Mas revela que se trata de uma Kombi do Café Itamaraty, pelo que pôde ver enquanto se safava, correndo na rua, apesar do sinal verde.
Como ele disse e a gente assina embaixo: pouco adianta um Código Nacional de Trânsito com multas rigorosas se não há vigilância da polícia ou consciência de quem dirige. O salve-se-quem-puder, no conturbado trânsito de Londrina, infelizmente continua.Preços
Na novela Por amor, da TV Globo, os personagens têm abordado alguns temas do dia-a-dia, além de fatos que estão nos noticiários. A queda do edifício Palace foi um desses assuntos. Mas o que mais chamou a atenção foram as observações sobre os preços de comestíveis. Reclamações sobre o preço de produtos comprados na feira livre. Ao que tudo indica, apesar desta estabilidade, alguma coisa está se desgarrando. No Rio de Janeiro e aqui.
Tenho notado uma tendência de alta em vários produtos, em Londrina. Embora, pelo que vi na novela, perceba que por aqui as coisas pareçam estar mais baratas. Batatas, por exemplo. Cebolas, também. Mesmo assim, os valores começam a subir. Não como na época da inflação tenebrosa, mas ainda assim de modo a preocupar. Alta de 10% no sacolão, hoje, é pior do que os reajustes diários da época inflacionária.
Isto nos remete, de novo, à necessidade de vigilância e cuidado. A luta contra os preços elevados, contra a exploração e o abuso não termina nunca. É coisa para a vida inteira. O consumidor continua a ser a grande figura do comércio.
E não pode descuidar. Nunca. A mesma atenção que nos permitiu evitar abusos nos últimos anos é necessária agora e sempre.Cinema nacional
Filme nacional tem sido coisa rara de ver nos cinemas locais. Assim, é bom anunciar que o premiado Central do Brasil, que teve sessão especial na semana passada, começa carreira normal, em Londrina, num dos cinemas do Catuaí. Hoje, a partir de 21h30, haverá avant-premiSre. Amanhã, o filme entra em exibição normal. Excelente oportunidade de ver o filme que conquistou os principais prêmios do Festival de Berlim, com uma nova consagração para a nossa fantástica Fernanda Montenegro.
Já no sábado, outra atração em termos de cinema nacional: na programação do Cinema em Vídeo, da Associação Médica de Londrina, será exibido neste sábado o filme Terra estrangeira, direção de Walter Salles com Fernanda Torres (a filha de Fernanda Montenegro) e Fernando Alves Pinto. Eu sei que vocês já sabem, mas sempre vale a pena repetir que o Cinema em Vídeo é apresentado a partir das 17 horas, na AML, Praça 1º de Maio, e tem entrada franca.
Já que falo de entrada franca, vale informar que nos cinemas do Catuaí há promoções permanentes: o ingresso custa R$ 3,00 à tarde, todos os dias, menos quarta-feira, quando é mais barato: R$ 2,50 o dia inteiro. Nos outros dias, à noite, o ingresso custa R$ 4,00. Sábado e domingo, custa R$ 5,00.





