Praça Londrina (Estelio Feldman)

Josoé de CarvalhoNo FórumMuita gente na fila: meta é chegar aos 300 mil eleitoresPanorama costumeiro
Filas enormes, demora, o quadro comum na vida brasileira: nos últimos dias, esta é a situação no Fórum para tirar título novo ou transferir títulos de eleitor antigos. Que o prazo final para isto - com vistas às eleições de 4 de outubro - era 6 de maio, já se sabia. A imprensa vinha divulgando há tempos. Mas, claro (parece fazer parte até da cultura da maioria do povo brasileiro), deixar para a última hora é algo natural.
O projeto londrinense é o de atingir 300 mil eleitores aptos a votar no próximo pleito. É um projeto interessante; afinal é importante que a participação no processo eleitoral, que é básico na democracia, seja a maior possível. O que se deve discutir, porém, é se a quantidade resolve o problema da qualidade.
Votar, no Brasil, é obrigatório para os maiores de 18 anos. Para quem tem entre 16 e 18 anos, o voto é facultativo. Alguns levantamentos feitos nos últimos tempos revelam que é pequeno o interesse da faixa entre 16 e 18 anos em relação ao voto. E este é um ponto que deveria ser melhor observado: votar por obrigação, sem dúvida, não melhora a representação. Ao contrário, provoca é muito voto branco e nulo.
Outra coisa: quem só precisa transferir o título no município em que vota não precisa ir para a fila hoje. O prazo em tal circunstância vai até 26 de junho. Mas não precisa deixar para o último dia.Rua alagada
Choveu e pronto: um bocado de bueiros entope e as ruas ficam cheias de água. Um local específico em que isto sempre se repete - e já faz muito tempo - é a esquina das ruas Humaitá e Canudos.
Como está chovendo bastante, a consequência natural é o quadro costumeiro, com muita água a ameaçar os veículos e os passantes. O problema, porém, é que isto, como tantas outras coisas, poderia ser evitado. É uma simples questão de se realizar o famoso trabalho preventivo de limpeza periódica dos bueiros.
Tenho comentado muitas vezes a falta de civilidade de pessoas que usam os bueiros como lata de lixo. Já vi muita gente varrendo calçada e jogando o lixo nos bueiros. Isto, naturalmente, é inaceitável. Ideal seria que as pessoas tivessem um senso maior sobre a responsabilidade geral, evitando jogar lixo nas chamadas boca-de-lobo, que fazem parte da galeria de águas pluviais. Sei que vocês sabem mas, só para lembrar, águas pluviais são águas da chuva. Quer dizer, bueiro serve para receber água e não lixo.
Entretanto, não se pode esquecer que a principal responsável pela conservação dos bueiros em bom estado é a prefeitura. E este trabalho tem que ser feito sempre, de modo preventivo. Caso contrário, é a rotina de sempre: choveu, alagou!Elogio
Sábado à noite, subindo a Avenida Rio de Janeiro, bem na esquina com a Rua Pará, a constatação: as luzes vermelhas do semáforo estavam queimadas. Por sorte, quando estava no meio do quarteirão, o sinaleiro tinha luz verde. De repente, tudo apagou e, então, naturalmente, reduzi e parei na esquina. Mas fiquei pensando que se alguém viesse um pouco mais rápido, sem atenção, diante das luzes apagadas poderia passar. E, como o sinal estava verde para quem vinha pela Pará, poderia ocorrer um acidente.
Pois bem, domingo pela manhã, poucas horas depois, passei de novo pelo mesmo semáforo. E já vinha prevenido. Mas fiquei até surpreso: as luzes vermelhas estavam acesas. Quer dizer, em algum momento, ou durante a madrugada ou logo cedo, os responsáveis pelo setor trocaram as lâmpadas.
Tenho observado isto com certa frequência: raramente se percebe uma lâmpada apagada em sinaleiro por muito tempo. Recentemente, as lâmpadas verdes da JK com Rio de Janeiro, para quem subia a avenida, estavam apagadas, também: uma na faixa central, outra na lateral. Horas depois, já funcionavam.
Trata-se de um serviço importante e que, efetivamente, não pode ser descurado. Pelo menos nisto o serviço público está merecendo louvores.O BB e os cheques
Muito irritado, o gerente da filial local das Lojas Riachuelo, sr. Antônio Sampaio de Andrade, procurou a Praça para contar que, no último dia útil do mês passado, mandou uma funcionária pagar uma série de taxas, com vencimento na data, na agência do Banco do Brasil (que é o único que as recebe). Depois de um bocado de tempo na fila, a funcionária foi impedida de pagar porque o Banco do Brasil não aceita, segundo informaram, cheques de outros bancos.
Não é a primeira vez que recebo este tipo de queixa que causa espanto: se o Banco do Brasil não aceita cheque de outro banco isto é um atestado da total falência do sistema. Um verdadeiro absurdo ainda mais, como lembra bem o sr. Andrade, se é cheque de uma empresa conhecida, destinado a pagar compromissos legais da aludida firma.
A impressão é a de que se quer forçar as pessoas e firmas a ter conta em todos os bancos, o que é absurdo. Segundo o gerente da Riachuelo, se uma coisa só pode ser paga no Banco do Brasil (ou em algum outro banco oficial) o estabelecimento tem que aceitar cheque de qualquer outro. Ou, então, que se permita que o pagamento seja feito nas agências em que se tenha conta.

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