Praça Londrina (Estelio Feldman)
Esta questão das praças continua a render. Raro é o dia em que não recebo reclamações de leitores sobre a situação de abandono de tais logradouros públicos, por toda a Cidade. A Praça de hoje é a do Aleijadinho, situada na rua Antônio Amado Noivo, proximidades da rua Rio de Janeiro (centro). Uma região que pode ser considerada nobre e em que a praça deveria ser ponto de convergência das pessoas, notadamente das crianças.
Como está acontecendo, ao que parece, em quase toda a Cidade, aquela praça também está em precária situação. Estes dias, fizeram uma poda de árvores, o que poderia ajudar um pouco. Contudo, os galhos ficaram por lá e o que podia ajudar serviu foi para piorar tudo. Agora, além do abandono, os galhos podem machucar alguém.
Pior para as crianças, que continuam sem opção. Depois a gente reclama que eles ficam diante da TV muito tempo, submetidos à violência dos programas, à lavagem cerebral das animadoras. Criança tem é que brincar, isto é indiscutível. Praças bem cuidadas seriam um dos locais adequados para isto. Não é, porém, o que se vê em Londrina, seja na Praça do Aleijadinho ou em muitas outras que existem por aí.Correios
A reclamação de um leitor, publicada esta semana, sobre o extravio de uma carta registrada, motivou outro leitor, o sr. Pitágoras, que fez questão de procurar a Praça para fazer um elogio ao trabalho dos Correios, em Londrina.
Contou ele que seu filho, de 15 anos, enviou uma carta com endereço incorreto. Por sorte, escreveu direitinho o endereço do remetente. Uma funcionária do Correio, em Londrina, tendo percebido a incorreção no preenchimento do destinatário, tentou entrar em contato com o filho do sr. Pitágoras. Procurou o nome na lista telefônica, mas o número não constava. Sem desanimar, ela foi ao Aqui, encontrou, pelo endereço, o telefone de um vizinho, ligou e pediu que o remetente da carta entrasse em contato com ela. Isto foi feito e, afinal, corrigiu-se o endereçamento da carta que acabou sendo enviada.
Para o sr. Pitágoras, a atitude da funcionária do Correio foi muito além do simples dever, um gesto que, segundo ele, merece ser narrado e louvado, mostrando dedicação fantástica. Quando viu a crítica ao Correio, ele se decidiu a prestar este depoimento, para equilibrar as coisas. E fez questão de destacar que raramente viu uma preocupação tão grande com o bom andamento do seu trabalho quanto a da funcionária que o procurou.Celular
Longe de mim discutir a importância do celular, o gigantesco passo que este tipo de aparelho representa na melhoria das comunicações. Com ele, as possibilidades de maior contato entre as pessoas se multiplicam. O engenheiro, em qualquer lugar em que esteja trabalhando, o médico, o vendedor, qualquer profissional se encontra ao alcance a todo o momento. É fantástico, também, como um fator a mais de segurança: quando um filho (ou filha) sai, à noite, com um celular pode pedir ajuda, se necessário, tem condições de manter contato esteja onde estiver. Enfim, pode-se escrever um livro sobre as vantagens do aparelho.
Todavia, ele cria umas situações curiosas. Dia destes, passando pelo Calçadão, cruzei com dois amigos. Não pude conversar com nenhum deles: ambos - um médico e um advogado - estavam andando e falando, no celular Neste caso, fiquei apenas um pouco triste porque há tempos não os via, poderíamos até tomar um café, conversar um pouco.
Mas o pior não é isto, claro: o mais grave é gente que usa o celular ao volante. Dirige e fala. É infração, segundo o Código Nacional de Trânsito. É perigoso, com ou sem Código. Mas existem pessoas que não pensam muito no perigo, a não ser depois da tragédia acontecida.Violência na TV





