Praça Londrina (Estelio Feldman)
Tenho recebido um grande número de reclamações de leitores-motoristas sobre a falta de sincronização dos semáforos, nas ruas de Londrina. Eles não reclamam do excesso de sinaleiros, só pedem que haja, na medida do possível, uma certa sincronia. Do jeito que a coisa está, dizem, é um tal de andar e parar a cada quarteirão.
Claro, a gente sabe, não deve ser possível sincronizar tudo. Uma avenida de duas mãos, por exemplo, como a JK ou a Higienópolis, só pode sincronizar em um sentido. Ruas paralelas, também, talvez não permitam plena sincronização. Mas é certo que algumas podem ter os sinaleiros sincronizados de modo a permitir que os carros trafeguem de modo mais fácil.
Ninguém está defendendo isto para permitir que os carros corram mais pelas ruas da Cidade. O que se quer é que o trânsito possa ser um pouco mais fácil, o que inclusive implica em economia. Porque, como qualquer um sabe, isto de sair e parar a cada quarteirão aumenta o consumo de combustível - sem contar o tempo que o carro fica parado, funcionando - além de implicar em maior desgaste.
Londrina tem muito carro nas ruas. Quando o tempo piora, então, o número aumenta. E com os sinaleiros sem sincronia, o caos é quase que uma consequência.Cinema atrasa
Terminar o domingo com um cineminha é programa de muita gente. Alguns preferem a sessão das 8 da noite, porque termina às 10 e a pessoa chega cedo em casa, pode ter uma boa noite de sono para recomeçar a semana no dia seguinte. Mas também não há problema em pegar uma sessão às 9 e meia, por exemplo, porque ainda dá para chegar em casa antes da meia-noite. Foi o que pensou um leitor que ligou ontem. Resolveu ir ao Cine Londrina, chegou lá pelas 9 e 15, comprou as tradicionais pipocas e ficou esperando. Deu 9 e meia e nada. Passaram-se 5 e depois 10 minutos. E nada. Ele foi perguntar a uma funcionária o que havia. Ela disse que o atraso era normal! Ele pediu para falar com o responsável. Não conseguiu. A sala abriu, finalmente, faltando 10 para as 10, a sessão começou pouco antes das 10.
O leitor se diz inconformado com a falta de atenção dos funcionários que não deram qualquer retorno às suas indagações e, também, com o atraso. Pondera que é falta de respeito anunciar um horário para a sessão e começar quase meia hora depois. Adianta até que, se soubesse que o filme iria começar às 10 da noite, talvez não fosse àquela sessão. Depois - completa - os responsáveis por cinemas reclamam da ausência do público.Titanic
Na última semana em que o filme Titanic estava em exibição no centro, fui buscar minha neta que estava vendo a película pela quarta vez. Uma outra criança saiu bem na hora em que o mocinho morre e, com os olhos marejados, disse para mim: Triste, né, tio?
Possivelmente, este é um dos motivos. A verdade é que impressiona o número revelado pelos exibidores: só em Londrina, 250 mil pessoas pagaram ingresso para ver Titanic. Em tese, metade da população. Não é bem assim. Teve gente que viu duas, três ou quatro vezes. Ainda assim, é um público imenso, talvez o recorde em Londrina.
O filme continua em cartaz, agora apenas em um dos cinemas do Catuaí. Deve ficar, segundo os responsáveis, pelo menos por mais duas ou três semanas. Ou enquanto houver público. E para as pequenas fãs do Lernardo DiCaprio, está em cartaz outro filme, O homem da máscara de ferro, que tem o galã em dois papéis. É bem diferente de Titanic, mas para os (e as) fãs isto é o que menos importa. O que vale é ver o ídolo.
Há em tudo isto outro aspecto muito interessante: filmes como Titanic, trazendo grande público, atraindo as crianças, garantem a continuidade do cinema como uma das grandes (e mais baratas) formas de lazer para a população em geral.Rádio Alvorada





