Tem muita gente que pesca no Igapó. Não se trata de pesca profissional, naturalmente, mas de diversão. Dizem os que apreciam a prática que é um meio fantástico para relaxar.
Uma pessoa que costuma fazer isto, por vezes, é um cidadão chamado Cleverson. De vez em quando vai até lá sozinho ou com a filhinha Isadora. O que pesca, leva para casa, põe em um aquário. Foi o que fez há algum tempo: pescou um monte de peixinhos e os levou. Lá ficaram eles, no aquário. Um deles cresceu, e muito: além da alimentação normal, ao que parece, também se alimentou dos companheiros de aquário. Ficou enorme. Então o Cleverson o pegou e o levou de volta ao Igapó, devolvendo-o a seu habitat natural.
Coisa simples, aparentemente. Todavia, penso, bem poucos são os que fazem isto, os que se preocupam em agir de modo adequado. Pois o mais simples seria botar o peixe na frigideira ou, na pior das hipóteses, jogá-lo no lixo. A atitude de Cleverson (que, inclusive, levou um tombo quando cuidava de lançar o peixe de volta ao lago) é de respeito ao meio ambiente e constitui por si uma lição à sua filha e a todos.
A gente ouve falar tanto em ecologia, em preocupação com a vida. Raramente, porém, se percebe como cada um pode, com simples gestos, fazer sua parte.Carta extraviada
No meu tempo de criança, era comum este negócio: você enviava uma carta e começava a rezar, porque extravios de correspondência eram muito comuns. Isto inclusive facilitava um certo tipo de desculpa para quem não gostava muito de escrever cartas. Quando alguém reclamava, o preguiçoso respondia: ‘Mas eu escrevi, mandei, vai ver extraviou...’
As coisas mudaram, felizmente, para melhor. Os Correios, no Brasil, passaram a trabalhar melhor, ganhando a confiança da maioria. Até por isto, uma reclamação como a que fez o sr. Adinaldo Basílio da Silva é ainda mais notável.
O leitor, que veio à Redação, ontem, depois de passar, pela terceira vez, na agência central dos Correios, contou seu drama: enviou uma carta registrada, com documentos, para a cidade de Mariápolis, São Paulo, há mais de um mês. Há 10 dias, ficou sabendo que a carta não chegou. Foi ao Correio, reclamou, preencheu papéis e, até agora, nada. Ontem, a informação repetida: ninguém sabe onde a carta foi parar.
O sr. Adinaldo está justamente revoltado. Teve um prejuízo, vai precisar pedir segunda via dos documentos, perdeu tempo e, aparentemente, ninguém é responsável por isto. Nem mesmo o ressarcimento da carta registrada (que é mais cara) não falam em devolver.Semáforo
Tem sido tão grande o número de pessoas que pede para que reclame a instalação de um semáforo na esquina das ruas Espírito Santo com Professor João Cândido que, um dia destes, resolvi fazer o papel de repórter: fui até lá e fiquei parado, olhando, durante mais de meia hora. Claro, não foi um trabalho de pesquisa científica, não anotei quantos carros passavam, nem quanta gente atravessava, não fiquei dias ou horas. Mas a observação feita ali e, inclusive, a tentativa de atravessar em dado momento, deixou evidente para mim que, sem dúvida, o local é movimentado, potencialmente perigoso e merece algum tipo de ação mais concreta dos responsáveis pelo trânsito.
Sei que existem muitos cruzamentos em situação igual ou pior. A situação da rua Humaitá, por exemplo, é terrível, com cruzamentos movimentados e muitas crianças - na região existem dois colégios estaduais - indo e vindo. A gente também sabe que o pessoal responsável tem critérios. E, finalmente, também percebo que se colocarem semáforos em todas as esquinas o trânsito vai ficar terrível para os carros.
Todavia, estamos falando em segurança para a população, principalmente para os pedestres e ainda mais especialmente para as crianças e, por que não, para os idosos.Apelo ao prefeito

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